20/12/2002
 
Aviso aos navegantes:

Já falei, mas não custa repetir: "estarei entrando" (ui!) em férias. Volto somente 27/01. Nesse período, provavelmente postarei muuuito pouco.

Provavelmente 90% dos meus leitores tem meu telefone. Já que são meus amigos de fé e irmãos camaradas que além de me agüentarem ao vivo, me agüentam no blog. Portanto, amigos, me liguem, OK?

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!! Férias!!!!!!!!!!!

Beijos a todos!
 

 
O Mundo Perfeito realmente não tem esse nome à toa. É com certeza um dos blogs (site??) mais geniais que conheço. E, pra chutar logo o pau da barraca, a criadora do mesmo bolou uma campanha que tem tudo a ver comigo. Com meu dia-a-dia de Camila Regiane que ouve as pessoas o tempo todo utilizando gerúndio desnecessariamente (pérolas do tipo: "eu gostaria de estar sabendo como faço para estar prestando o exame para estar entrando no mestrado"):



Sem contar que há também a campanha contra os comerciais de creme dental (morte àquele castor, às escovas que dançam aeróbica Aquafresh, e àquele Colgate Tripla ação com as minas ninja dançando com roupinha de lycra brilhante). Já postei isso no ND, mas merece repeteco:



Simplesmente genial. Útil. Uonderful!
 

19/12/2002
 
Todo mundo, em algum momento da vida do blog, coloca uma música. Um trecho de música. Pode ser que seja por falta de inspiração. Pode ser que seja pela música significar alguma coisa. No meu caso, é pelos dois. Essa música diz meu estado de espírito atual. Sim, eu estou à flor da pele. Chorona. Stressada. Meu coração às vezes fica tão apertado que parece que nem existe mais. Mas nada que umas férias não resolvam. Quer dizer, resolvem o stress. Mas o coração... Bem, esse eu terei que resolver... E é difícil... Mas eu sô uma muié de fibra!

Flor da pele (Zeca Baleiro)

Ando tão à flor da pele,
que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele,
que teu olhar na janela me fa morrer.
Ando tão à flor da pele,
que meu desejo se confunde com a vontade de vencer...
Ando tão à flor da pele,
que minha pele tem o fogo do juízo final

Um barco sem porto, sem rumno, sem vela
cavalo sem cela...
bicho solto, tão sem dono,
menino bandido, que às vezes me preservo, outras suicido...

Ando tão à flor da pele


Aí eu completo: vai minha tristeza... e diz a ele, que sem ele não pode ser... Diz-lhe numa prece, que ele regresse, porque eu não posso mais sofrer. Chega de saudade, a realidade é que sem ele não há paz, não há beleza, é só trsiteza, e a melnacolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai...

Bem, Chega de Saudade é uma de minhas músicas mais preferidas. Mas deixa pra lá. Deixa pra lá, está me ouvindo, Camila?????
 

 
Todo mundo já comentou. Mas eu vou comentar. Porque estou passada. Estou bege. Perplexa. Aparvalhada.

1: uma senhora cantora, de quem gosto muito da voz, deu ao filho o nome de Mano qualquer coisa. Isso é demais para minha saúde.

2: o Lula indicou o Gil pra Ministro. da Cultura. O próximo passo, com certeza, é indicar a Xuxa para Ministra da Educação.

iié iéé!!! Beijinho beijinho e tchau tchau

Agora, com essas notícias ridículas, onde o Brasil vai parar? Onde esse blog vai parar? Caceta!
 

 
Vixe Maria, que eu nem tenho tempo de postar...

Voltei ontem de viagem. Dessa vez correu tudo sem sustos. Mas eu tive que ouvir tanta merda... Mas nem tou nem aí.Eles falaram que voltarão com a impressão de que sou doce e inocente. Inatingível. BLÉ, mil vezes blé. O fato de não querer thcãnãnãns com nenhum deles não significa que eu seja santa. Tomara que no ano que vem, os grupos sejam menos piores. O importante é que estou bronzeada. hahahahahaha. O sol que o Rio de Janeiro não me deu, Barra Bonita me forneceu!

Tive também que ouvir que, pelo fato deles estarem me pagando, eu teria que fazer o que eles quisessem. aaaaaaaahhhhhh. Tive que ouvir isso de um americano babaca que com certeza não está me pagando nada. Eu faço porque apesar de tudo, me divirto, porque meu chefe sabe que isso é bom para mim, e porque é bom pra eu praticar o Inglês. Ganho experiência (muita e boa), despesas pagas, e sapos engolidos.

Mas FUCK OFFFFFFF. Hoje é quinta. Amanhã é meu último dia de trabalho. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Já informo à minha meia-dúzia de leitores que durante uns 25 dias estarei praticamente ausente daqui. A não ser que alguma lama do outro mundo me dê um microcomputador.

E amanhã é o amigo secreto e amigo da onça do ND... Mas eu ainda não comprei o presente. Ou seja, estou fudida. Totalmente fudida. Completamente. E pior, no mal sentido. hehehehe

E é isso. No inspiration. No time. Eu suck.
 

16/12/2002
 
Léro-léroooo... Também tenho minha música Tribalista:

Tcherererêkundu

Quero axincalhar quero omitir
tem supimpa no nenezinho sereno
a lua lânguida lick me
Quero axincalhar quero omitir
Tcherererêkundu nenezinho
Apagou no lundu.
Lá vem mãe Su

Bis

Bahia, Muzambinho, Nice
Encontram meu primo, Iansã
O beijo bom tem benção
água mole não quer pedra dura
Mas eu quero axincalhar, quero omitir

Repita 87 vezes até levar um tiro.

(diretamente do Mundo Perfeito)

Ficou ou não ficou bem Carlinhos Brown????!
 

 
Parte III - O espancamento

Minha noite pós-puteiro foi péssima. Acordei passando mal, não sei por que. Ah, sim, sei sim. Cólica. Forte. Coisa de mulher pra mulher, Marisaaaa... Sim, só as mulheres poderão comprrender meu tormento.

Manhã, passeio ao pão-de-açúcar... Tarde, praia. Copacabana mesmo. Eu e a maioria dos gringos. Eles foram jogar bola, e eu fiquei no mormaço com uma das meninas. Só que ela é uma inexpressiva. Pelamordedeus, que menina mais sem reação. Ela tem cara de rato de olho azul.

Bom, eu com cólica+areia quentinha=Camila cochilando na areia.
Mas... Copacabana+gringos=assalto

Ou seja, um carinha babaca passou roubando chinelo, bermuda e dinheiro de um monte de gente, incluindo de um dos gringos. Depois os jogadores de futebol praianos conseguiram agarrar o ladrão. E simplesmente espancaram o cara até ele desmaiar. Chutaram barriga, rosto, partes baixas... Tudo isso exatamente na minha frente.

Podem achar que estou errada. Mas podiam ter feito o cara devolver as coisas, mas aquela cena foi chocante. Não fizeram ele devolver nada, eram 20 caras em cima do ladrão. Caceta, esse aí se ferrou mesmo. Eu fiquei chocada, detesto qualquer tipo de violência. Perdi a fala, esqueci o Inglês. E os gringos achando que essa era uma cena normal. Acharam estranho eu entrar em choque. Foi péssimo.

Depois, pra completar, um dos gringos, provavelmente o mais branco, resolveu ser grosso comigo porque perguntei se ele tinha passado protetor solar. Se queima no mormaço, então, manézão.

Bom, passado esse susto, me tranquei no quarto e fiquei até a hora que o Rods chegou.

Sei que isso é trabalho, que não tenho que me importar com esses caras, mas esse grupo tem uns caras desagradáveis. Quer comer puta? Come. Quer cair na sarjeta? Caia. Mas nada justifica falta de educação.

Eu e o Rods ficamos num bar na praia. Ô moço gente boa!!!! Pena que não deu pra Márcia ir...

Minha noite final foi na People. Lugarzinho estilo lounge, frio que nem o pólo norte. Fiquei quietinha... Tava meio mals ainda.. E aí aconteceu o que já contei. Gringo bêbado e chato, resolve ficar nervoso comigo e vai a pé pro hotel.

Irei pra Barra Bonita amanhã. Mas sexta tou de volta.
 

 
Parte II - HEEEELP, I need somebody!! Ou... O dia em que fui ao puteiro...

Decidimos ir à uma danceteria decente. Chegando lá, muitas horas de fila (sem brincadeira, ficamos uma hora e meia mais ou menos). O pessoal não faz fila, se aglomera. Um horror. Aí, adivinhem qual foi a segunda opção? Sim, aquele inferninho em Copacabana chamado Help. O prostíbulo famoso. Sim, eu fui num puteiro.

Posso dizer que foi uma experiência. Sem nenhum adjetivo. Só isso: experiência.

Os gringos (a maioria) enlouqueceram. Nossa. Depois de 5 minutos lá dentro, eles já estavam se esfregando em alguma moça. Aliás, as moças do local eram o cão chupando manga do avesso. Putz, muito feias. Algumas eram OK. Bom, claro que com aquelas metes meio deturpadas, eles iam escolher logo as boca de lixeira. Só sei que a mulherada caiu matando na gringaiada. Eita lasqueira. Dois meninos não queriam se envorver com as putas, e ficaram comigo e com as duas gringas. E eu andava de braço dado com eles, senão eles eram agarrados.

Não preciso nem dizer como aquilo tudo é degradante. Mas eu dei risada. Afinal, já que tava lá, não ia ficar mal-humorada. Isso até o momento em que um velho parou na minha frente com aquela cara de "vem cá pitchulinha", e, fazendo um "OK", enfiou esse OK no outro dedo e fez movimentos lascivos de quem tava simulando uma punheta. Sério. Ainda bem que um dos poucos gringos realmente legais estava ao meu lado, e me puxou. Meu, eu com essa cara de menina normal, sem maquiagem nem nada, e tinha um tiozinho querendo me comer. Surreal. Só poderia acontecer comigo...

E aí voltei rapidinho pro hotel. Quer dizer, não tão rapidinho, porque me perdi. hahahahaha, e quando fui pegar o táxi, o taxista era surdo. Sério.

 

 
UMA EPOPÉIA ODISSÉICA MUITO MAL-CONTADA (afinal, não tenho tempo nenhum).

Sinceramente, minha viagem foi cheia de revezes. E teve mais pontos ruins do que bons. Foi uma odisséia, só que não tinha nenhum Penélopo me esperando docemente em casa, tecendo e "destecendo", suspirando meu regresso.

Eu presenciei um espancamento na praia, tive que acompanhar os caras num famoso prostíbulo de Copacabana, tive que ver uns imbecis beijando umas barangas na boca (!!!), tive que vê-los bêbados quase 24 hs por dia, tive uma cólica feladaputa, além de ter passado muito mal de sexta pra sábado. Pensam que acabou? Claro que não! O pacote foi completo: sábado fomos à uma danceteria, e um dos americanos, um que até é bonitinho, resolveu ficar muito bêbado e tentar alguma coisa comigo. Quando viu que não ia rolar, se viu no direito de ficar bravinho, e querer ir embora. A pé. E não avisou nada. Quando cheguei no hotel perguntando por ele, quase enlouqueci imaginando aquele acéfalo vagando trêbado pelo Rio. Fiquei no lobby esperando por ele durante uma hora mais ou menos. Aí cansei e resolvi ir dormir. Foi quando o cara da recepção me ligou avisando que ele tinha acabado de chegar. Blé. Bom, ainda bem que chegou inteiro.

Vou dividir minha viagem em partes e posts, assim fica menos chato (eu acho).

Parte I - Ligando pros blogueiros

A ida já começou meio mal. Fui comprar uma revista no aerorporto, e derrubei toda a banca da livraria. A banquinha de revistas que ficava no caixa caiu inteirinha. No meu pé. Sou muito desastrada às vezes.

No avião, tentei dormir, mas o cara que tava do meu lado não deixou. Ele conseguiu a proeza de falar mais que eu. Mas tudo bem, ele era gente fina.

Sexta, depois de devidamente acomodada, claro que fui fazer minhas ligações aos blogueiros cariocas. Falei com o Rods primeiro. É muito engraçado, parece que a gente já se conhecia pessoalmente há um tempão... Coisas de Internet... Depois liguei pra Márcia, mas não deu para nos encontrarmos... E depois pro David, que é o carioca com mais sotaque carioca que conheço!

Putz, esse post ficou mó coisinha de internética enturmada... Mas beleza. Esqueci de falar que tenho uma figura manêra de um lince, enviada pelo David. Pô aí, mas não sei incluir figura aqui. Mas tranqüilo, quando eu aprender, coloco. (viram? me adaptei ao vocabulário!)

Já já eu volto.
 

12/12/2002
 
Olhos de lince. É assim que se refere àqueles olhos quando pensa neles. Engraçado que nunca viu um lince, nem mesmo em foto. Mas é assim que pensa neles. Não propriamente nos olhos, mas naquele olhar. Aquele olhar capaz de dizer tudo. E de ser completamente evasivo às vezes. Capaz de ser absolutamente expressivo, mas somente a ele, que queria enxergá-la por dentro.

Ironicamente as pessoas sempre falaram do olhar dele. Um olhar penetrante e que fala por ele. Um olhar que não mente. Ele nunca deu muita atenção a isso. Até encontrar “olhos de lince”. E agora se vê absolutamente fascinado por aquele olhar igualmente penetrante, mas não tão delator.

Pensa num dos personagens mais expressivos da “Insustentável leveza do ser” de Milan Kundera. Thomas, um homem apaixonado, mas que acreditava que toda a mulher tem uma peculiaridade escondida, algo a ser descoberto, uma nesga, que só se revela no ato sexual. Ele não acha que o sexo seja assim tão revelador, e nem tem vontade de ir pra cama com todas as mulheres. Mas ele também acha que todos têm algo escondido. Que se revela através do olhar. É o olhar que exterioriza e ultrapassa todas as cascas que o ser humano se coloca.

Sempre se lembra de um trecho de uma música do Caetano: “olhos penetrantes que vão fundo no que olham. Mas não no próprio fundo”. E, ao pensar em “olhos de lince” acha que a comunicação deles é e não é assim. Porque eles se falam pelo olhar. Mas vão fundo. Mais fundo até do os dois gostariam. Eles se enxergam. São capazes de trocar idéias pelo olhar. São capazes de trocar impressões pelo olhar. São capazes de falar de boca fechada. Basta se olharem. E ele a enxerga através de todas as cascas que ela se coloca. E ela lê os pensamentos dele.

Através do olhar. Que transborda, que ilumina, que transcende qualquer coisa para ele.

Ele quer falar, mas sabe que já falou muito. Com ela, e somente com ela, a comunicação é assim, tão singular. Tão simples para eles e tão complexa a olhos alheios. Não que o resto do mundo tenha um olhar inexpressivo. Que falte aos outros algo de especial. O que os diferencia é que têm um olhar cúmplice. Cúmplices de quem acredita que os olhos, o olhar, são realmente o espelho da alma. A exteriorização do interior. Do recôndito.

E travam uma batalha silenciosa na tentativa de desvendarem um ao outro. Por quê? Para quê? Nenhum deles sabe. E talvez nem percebam a batalha que travam.

Lince... Sempre achou que lince é um felino certeiro, assim como todos os felinos. Lince que olha e ao mesmo tempo te vê por completo. Te observa, enquanto a mente processa a melhor hora para atacar. Te desvenda. E, quando você acha que ele não irá mais atacar, é justamente nesse seu momento de fraqueza que te ataca. Ele nem sabe se os linces são realmente assim. Mas adora a sonoridade da palavra lince.

E assim a imagina... Um lince. No meio da floresta. Olhando tudo ao redor. Andando cautelosamente e sabendo onde pisa. Se protegendo através do ataque.

E se esquece que, simploriamente, um lince é um gato grande. E ele sempre foi fascinado por gatos. E sempre teve muito jeito com eles também, por ter também essa natureza livre e respeitá-la acima de tudo.
 

 
Cá estou eu, trabalhando. Fui à manicure, cochilei (eu durmo na manicure. Fazer a unha dá o maior sono...) e voltei. Tenho tanta coisa pra fazer, e estou aqui, escrevendo... Mas só tenho escrito amenidades. Nenhuma produção de texto, só fatos acontecidos "comigo mesma minha própria pessoa." Mas a intenção disso aqui é eu falar o que bem entender. Então....

E hoje, diálogo irreal com meu boss:

- Chefe, se eu não terminar de corrigir aquele monte de coisa, não poderei ir pra Barra Bonita semana que vem com os americanos. Aliás, acho melhor eu nem ir.
(ele me olha com cara de resignação)
- Ai, Camilinha... Vai sim. Eu vou te ajudar a corrigir.
( e eu olho espantada)


Vocês já viram isso??? É sério, eu prefiro nem viajar, porque vou sair de férias, tenho que deixar tudo em ordem. E ele fala pra eu ir... Esse chefe é do outro planeta. Acho que ele não é normal, não...

Outro dia meu amigo Cabeção pediu pra eu postar um texto que escrevi há um tempo atrás. O pessoal do ND já conhece. Mas eu gosto muito desse texto. Quero tê-lo aqui no meu bloguizinho. E lá vai o texto, mas no ´próximo post.
 

 
Ontem, mais uma baladinha neurônica. Tenho a declarar que a cada balada que passa, acho o povo mais incrível ainda. E as baladas são cada vez melhores. Mesmo que a gente fique só no buteco bebendo. Ok, eu nem bebo muito. Mas e daí, eu acompanho....

A novidade foi conhecer o mundialmente famoso no mundo bloguístico Sr. Marco Aurélio Jisuis, me chicoteia.. Ele vai me xingar por ter escrito que ele é famoso. Mas xingar é algo que Marco faz muito bem... heheheh. Marco, você é muito gente boa. Apesar de ter falado sobre mim coisas do tipo: "a Camila? ahhh, a Camila.... a Camila!" Foi realmente algo "lisonjeiro"...

E, finalizando, diretamente pra Lilla:

Não sabe
Não sabe
vai ter que aprender

orelha de burro ()()

cabeça de ET ( ° | ° )


 

11/12/2002
 
"Quero um coração novo em folha. Por favor, tirem esse coração de mim."

São Paulo é uma cidade imensa. Uma megalópole. Com trocentos lugares onde se ir à noite. Mesmo que você freqüente os mesmos lugares que as pessoas do seu círculo de conhecidos (e em São Paulo nós sempre temos zilhóes de conhecidos), pode ser que você nunca encontre ninguém, porque vai cada um num dia diferente. Segundo o matemático Oswald de Souza, as chances de encontrar alguém significativo pra você na balada é de uma em 500.000. Ok, é mentira, o Oswald de Souza nunca faria uma estatística retardada dessas. Mas todos sabemos como algumas coisas são improváveis.

Ainda mais numa noite onde você estava sem fazer nada com sua amiga ; onde você já tinha dito aos americanos que não sairia. De repente, vocês decidem: vamos ao Na Mata? "Mas eu vou assim mesmo, Maninha?" "Claro, Cá, sem problemas... Desencana..."

E lá fomos nós, felizes e saltitantes. Bom, eu adoro o Na Mata, a Aretha foi, e ela é fofa, enfim, a noite "ia ser boa, de tudo ia rolar..." hahahaha, brincadeira... Só que eu, com minha intuição filha-da-puta (e nem comentei isso com a Mana na hora) pensei: acho que vou encontrar o "Mineiro" aqui.

Mineiro, o meu ex mesmo, de quem eu sinto saudades. Pensei que ia encontrar e encontrei. Inacreditavelmente ele estava lá. Chegou bem depois de mim, e eu o vi quando estava na fila para pagar. Eu estava de costas, e, no exato momento em que me virei ele estava entrando no banheiro. Claro que fui falar com ele. Tremendo mais que vara verde em tempestade.

E isso é que é péssimo. Eu demonstrei um nervosismo fora do normal. Que merda, eu detesto ser assim tão espontânea às vezes. Nós conversamos um pouco, afinal, eu já estava indo embora... Blá blá blá, mas eu fiquei tão fora de mim que não lembro de quase nada do que falamos. Lembro que a gente se abraçou, lembro que ele disse que eu estava muito bem... Claro que estou bem, a vida segue né?! Saudade não é impedimento pra nada... Não tenho muito o que falar sobre isso. Duas pessoas que se encontram pela primeira vez depois de terminarem. Totally weird. Ou melhor, eu é que sou uma weird, agi como tonheba. Por que não dei uma de garota pop-descolada? Ai, Jesus, Camila, vai ser tonheba assim em outra encarnação. E ele tava meio sem graça também, mas desempenhou bem o papel de homem-desencanado-que-sai-na-balada-e-encontra-uma-ex.

Voltei para casa querendo que arrancassem meu coração. Ele estava tão apertado que eu estava até entalada.

CU. Só isso que tenho a dizer. As coisas podiam ser mais fáceis. Eu podia ser menos sincera.

Mas só digo, pra finalizar: ainda bem que ele não estava com ninguém. Isso sim, seria chocante.
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Tenho uma caralhada de provas pra corrigir e enviar até sexta pra Instituição. Isso means que estarei meio fora de ar...

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Tem coisas que só a Philco faz pra você. E tem coisas que nem Freud explica.
 

09/12/2002
 
Afe! Eu querendo escrever antes do pessoar chegar, e as moças da limpeza ficam aqui puxando papo comigo. E querendo falar mal da minha supervisora. Tudo bem, minha supervisora é uma pessoa difícil. Mas não vou falar mal dela pros outros daqui do trabalho, senão vira fofoca. Aí rola a famosa rádio peão, e de uma coisinha, quando ela voltar da licença maternidade já terá se transformado numa coisona. E vão falar pra ela que eu planejei o seqüestro dela ou coisa assim.

Volta de Manaus, vôo demorado... Viagem boa, muito boa...

Mas o que martelou um pouco a cabeça foi a baladinha de quinta-feira. Revelei as fotos e, dentre elas, há uma que está linda, mas vai dar o que falar. Simplesmente porque é uma foto espontânea tirada com um certo rapaz, um ex casinho namoradinho meu, nomeado pelo Cabeção de "Farenheit". Não vou dizer o nome verdadeiro do moço aqui. Mas o fato é que aquela foto me deixou meio sem chão. Nós dois na baladinha me deixou sem chão. Não rolou NADA. Mas quem disse que precisa, para significar alguma coisa?

E isso é complicado. Não sou apaixonada por ele. Não e não. Mas a sintonia entre a gente é muito estranha. A gente tem um carinho muito grande. Legal foi minha mãe vendo a foto: "Camila, que absurdo! Que descarado! Que foto linda!!!! E ele diz pra vc que gosta da namorada?? Ai, pára vai!" hahahahahahaha

Enfim, é a velha Camila de sempre, às voltas (não às turras) com seu coraçãozinho de melão.
 

05/12/2002
 
CAMILA ESTÁ EM MANAUS!!!!!!

Até segunda!
 

 
OK, OK. Nada de ritual de libertação no Bar N'Soul porque aqueles butequeiros querem manguaçar em algum barzinho idiota na Faria Lima. Mas como eles são legais, e essa é uma das minhas atribuições profissionais, eu irei... Não, sério, eu queria ir dançar, mas encontro o povo com o maior prazer porque "eu si divirto" muito.

Vou dançar hoje na minha casa mesmo.

Olha, eu sou muito exemplar. Me pediram ontem um serviço pra anteontem. Mas eu entreguei tudo direitinho, e a tiazona coordenadora ficou muito "sastisfetcha". Servimos bem para servir sempre!!

 

 
Quero me olhar no espelho e me apaixonar por mim.
Quero me amar intensamente, mais do que nunca.
Quero pessoas transparentes, quero roupas com transparências, quero tudo esvoaçante.
Quero sol, quero estrelas, quero mar.
Mar que me equilibra...
Quero cabelo ao vento e brisa no rosto...
Quero sorrisos e gargalhadas,
quero me sentir melhor do que nunca...


Decididamente não sei escrever poesias, mas eu tentei. Tenho um amigo que escreve umas poesias maravilhosas... Eu sou só um protótipo de quem tenta...

Ontem fui ao shopping e surtei levemente. Comprei brinquinhos e biquíni na Renner, e eu nem uso muito brinco... Comprei uma sandália... Sei lá, e eu não sou de querer comprar muita coisa... Aliás, a maior prova de amizade que posso dar à uma amiga é ir com ela fazer compras. Putz, nem curto isso... Gosto de olhar e comprar, sem muita procura. Mas enfim, ontem surtei. E foi tão bom!!!

E hoje quero fazer meu ritual de libertação. Quero ir no Bar N'Soul e dançar muito. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Acho que é isso... Mais tarde posto mais!

 

03/12/2002
 
Dando continuidade à série.....



Fragmentos de viagem busônica – Parte II – Macho que é macho não senta junto. (mais politicamente incorreto, quase impossível)

Outra espécime bastante comeum em viagens busônicas é o macho. Aquele exemplar que coça o saco, escarra na rua, limpa a orelha com a unha crescida do dedinho e assoa o nariz pressionando uma narina de cada vez, de modo que a meleca seja mirada diretamente no asfalto. O que é uma arte. Nojenta, mas exige anos de intensa prática.

Enfim, tenho plena certeza que vocês já visualizaram bem o “naipe” dos indivíduos.

Você reconhece o macho logo que ele entra no busão. Geralmente em bando. E, obviamente, bando de outros machos. O que chama a atenção em primeiro lugar é a vestimenta. Atente para o exemplo: camiseta regata, cabelo estilo “mullet étnico”, calça semi bag santropeito, ou calça justinha, daquelas que divide o saco no meio e modela o popozinho, sempre salientado pelo volume dos bolsos. Sim, o macho de verdade distribui entre os dois bolsos de trás da calça, carteira e muitos papeizinhos, pra bundinha não parecer mais volumosa de um lado só. E esse volume “papelal” é também uma proteção anti roça-roça: busão lotado, povo de pé, braços pra cima exalando aquele odor característico de axila vencida; sempre há um idiota – geralmente outro macho – que passa encostando o que não deve na traseira das pessoas. E o volume “papelal” evita esse contato. Astutos, não?

Outros fatores de reconhecimento:

1 – se o ônibus está lotado, eles vão lá para o fundo. E se amuquinham na porta. Mesmo que o destino seja o ponto-final, eles são quase a Glenn Close: atração fatal, só que pela porta de saída do busão. E você, cidadão ou cidadã, que quer descer no meio do caminho, além de ter que ultrapassar o corredor polonês que se forma, ainda tem que pedir pelamordedeus pros machos te deixarem sair. Porque com certeza eles estarão amarfanhados na porta E na escada.

2 – ônibus vazio: entram 10 machos. Há vários bancos vazios. Qual seria a logística nesse caso? Ou eles sentam juntos, dois em cada banco e aí conversam. OU se sentam separados e conversam com quem está perto. Correto??? Imagina!!! Macho que é macho senta sozinho. Nada de calor do corpo de outro másculo ao lado. Além disso, sentar sozinho abre uma gama de possibilidades de xavecar a pitchulinha que sentar ao lado. Mas essa é outra história.

Bem, o fato é que o macho senta sozinho, os 10, um em cada banco. E resolvem conversar. Detalhe: o que está no 1º banco quer falar com o que está no último. E os que estão no meio também conversam entre si. É uma maravilha. Aí, quando passa uma mulher, ou um protótipo de, na rua, um deles resolve mexer com ela. E todos os outros acompanham. E aí você é obrigado a ouvir aquelas coisas que nem o Waldick Soriano seria capaz de pronunciar. Qualificações como “b...tuda”, ou “isso deve mexer que é uma beleza” são alguns exemplos simples.

Algo que une os machos, no bom sentido, claro, é mulher. Aliás, homens em geral podem discordar em tudo. Mas mulheres são um ponto unificador. Mas o macho gosta de qualquer tipo de mulher. Qualquer peso, qualquer tamanho. Mas isso é bonito, afinal, eles são democráticos e não selecionam. Selecionar é ter preconceito. A mulher entra no busão, passa pelo corredor e imediatamente o fenômeno torcicolo acontece: pescoços se viram na direção dela em seqüência, tipo uma “ola”, e depois se fixam no alvo, fazendo aquelas caras pseudo-sexy. E depois falam: “viu, que bunda?”. Ok, isso todo homem fala. Mas o macho fala alto.

Uma observação interessante feita pela pesquisadora comportamental que vos escreve é que eles geralmente não pronunciam os ERRES: têça-fêra, mamita. E também criam um novo dia da semana: o dia de sábado e o dia de domingo. Que tal uma frase ilustrativa?

“Hoje a mamita tava ruim. Vo te que trabalha de dia de de sábado, mas é bom poque folgo no dia de têça.”

E aí continuam o papo cabeça. Cada um num banco. Ou todos ao mesmo tempo no fundo do busão. E falam o tempo todo. Alto. E sua vontade é, de no mínimo, se atirar pela janela.


 

 
Depois de um longo e tenebroso inverno de três dias sem postar, cá estou eu, de volta, para alegria de meus fiéis leitores. A meia-dúzia de 4 que lê isso aqui diariamente. Incluindo meu fiel amigo Marcos cabeção, que disse hoje que é o mais fiel. Tem também o Lê, que disse também que lê todos os dias, apesar de não deixar comments. Tem a galera do Neuronio, que me agüenta lá também... (não sei como...). Tem minha uébidisaíni oficial e amiga Tata; tem o KK, que aturava meus e-mails que eram praticamente posts no ano passado, e tem a coragem de dizer que gostava daquilo. Ah! Tem a Dea, que lê os posts e briga comigo, tem a Mi, que fez aniversário ontem (happy birthday)... Eita! Já são mais que seis!!! Eba!!!!!

Meu final-de-semana foi globalizado. Sábado fiz um esquema bate-volta-sem-farofa ao Guarujá. E claro: sol a semana toda. No sábado o que acontece? CHOVE!!! Mas eu fui mesmo assim, lá estava só nublado.... À noite vi meus amigos lindos fofos e maravilhosos que não via há um tempão... E domingo os americanos chegaram... E eles são bem legais. Já fiz amizade com o único não-americano do grupo: o jamaicano. Ele é bem gente boa. Além disso, me impressionei porque eles são todos grandes, e eu pareço tipo uma amebinha perto deles (ok, eu pareço pequena perto de qualquer um). Ontem já ensinei vários palavrões em Português, afinal, Camila também é cultura.

E é isso... Nas próximas semanas farei um esforço hercúleo para atualizar meu bloguinho, porque estarei por aí com os carinhas, levando eles pra cima e pra baixo, além de ter que cumprir com meus afazeres de departamento de exames. Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena...

UPDATE: a merda do blogger ficou sem funcionar o dia todo.
Relendo esse post ficou bem ridícula a frase "estarei por aí com os carinhas". Credo, pior impossível. Só faltou escrever "estarei indo pras baladinhas com a galerinha". ECAAAAAA!!! hahahahaha
 

28/11/2002
 
Bom, esclarecimento para a Tata, antes de mais nada: os Meninos do Morumbi são uma ONG, fundada por um percussionista do Morumbi (dã), que presta assistência educacional à comunidades carentes da região sul. As crianças se inscrevem no programa, e têm aulas de percussão OU dança, e optam por cursos como fotografia, computação, design digital, etc. Além disso, eles recebem refeições enquanto estão lá.

O fato é que fiquei impressionada com a organização e profissionalismo do lugar. Eles desenvolvem um puta trabalho. Admirável. E as crianças/adolescentes dançam e tocam maravilhosamente. Pelo menos o grupo de ontem. Tinha uma menininha de uns 10, 11 anos. Fofa. E ela dançava com uma elegância, com um charme...

Fiquei mesmo impressionada. Porque já trabalhei como voluntária, e sei que muitas vezes as pessoas encaram da seguinte maneira: pra pobre qualuqer coisa presta. E não é bem assim. O trabalho lá é de realmente resgatar a criança do "não fazer nada" e oferecer um mundo onde ela possa crescer.

Bem, chega de papo social.

Fui lá com meu chefe e um casal de gays. Sabem o que foi lindo? O casal! Eles se tratam com um respeito e um carinho... Uma puta cumplicidade... Por isso que o amor é que importa. Quantos casais héteros eu vi por aí que parecem que se odeiam...

Agoram antes que me xinguem, falem que é nojento, etc e tal. Na boa, você não tem que imaginar os dois na cama. Eu prefiro não pensar nisso. Simplesmente porque a vida sexual dos outros, e o que eles fazem entre quatro paredes não é da conta de ninguém.

E tenho dito!
 

 
Meu! Ontem fui assistir o ensaio do "Meninos do Morumbi". E é tão maravilhoso que mais tarde vou fazer um post comentando tudo. Mas agora tenho que trabalhar...
 

 
Sabem, ontem levei uma bronca imensa de uma grande amiga minha, muito querida, por causa daquele post da saudade.

Gostaria de esclarecer que não sou obcecada pelo rapaz. Só que sinto saudades. Isso passa? Claro, tudo na vida é passageiro, menos o cobrador e o motorista. Mas mesmo quando essa saudade chata passar, quando restar só aquela fiozinho gostoso até de sentir; declaro com toda a certeza que continuarei achando ele um cara wonderful. Mesmo. E pronto. A gente não deu certo, ok. Ele tem defeitos? Of course. Eu chorei por causa dele? Yes, quase um rio. E tenho plena consciência disso.

CHEGA, né?

Dea, eu sei que vc vai ler isso aqui uma hora ou outra. Eu te I love you, amiga; não precisa ficar preocupada não tá?!
 

27/11/2002
 
FRAGMENTOS DO BUSÃO - UMA HISTÓRIA VERÍDICA E ILUSTRATIVA SOBRE UMA DDM...

Bem, apenas complementando aquele meu texto altamente instrutivo e útil sobre os DDM, resolvi ilustrar esse texto com um depoimento verídico. Chamo aqui meu alter-ego, para depor a seu favor:

" Bem, eu não gosto de gente dormindo no busão... Mas confesso que certa vez, há anos atrás, eu estava cansada... E sentei sozinha no banco alto... Mas depois, comecei a cochilar... Alguns minutos depois, eu comecei a sonhar o sonho dos deuses... Estava tudo tão confortável, nem parecia um busão... Macio... Foi quando o busão passou por um buraco... E eu acordei... E tomei um susto... Estava deitada no ombro de um negão, forte, de estatura média. E pior: ele estava conversando com um amigo no banco da frente. E o pior de tudo: o amigo dele olhava incrédulo para aquela cena. Porque o negão não tava nem se importando com a minha cabeça no ombro dele... Foi horrível. Só o negão era bom... Fiquei vermelha. Pedi mil desculpas. Ia até levantar do banco... Mas o negão apenas sorriu e disse: olha, foi um prazer... Por isso, depois desse dia, nunca mais dormi no busão. Você acha que está sozinha, mas sempre alguém senta ao seu lado... Corrigindo: nunca mais vírgula. Há excessões... Excessões altas, fortes, másculas... UIIII!"
Pois bem, pessoas... Pensem bem... O sono é bom, e meu alter-ego não se deu mal... Mas a chance disso acontecer novamente é de 0,01 em um milhão... Imaginem acordar no ombro do Tião Macalé?!
 

 
MORTE AOS TELEFONES!!!!

Eu gosto muito do meu trabalho. Apesar de ser escrava. Mas podiam colocar alguém pra atender as 8759 ligações que recebo diariamente... Porque não dá pra atender direito o telefone tendo mais 10.000 coisas a fazer. Impossible!
 

 
Uma vez li um texto do Miguel Falabela sobre saudade. E ele dizia, basicamente, que sentir saudade é o não saber. Não saber se está bem, não saber como está no trabalho, não saber se o outro tem se alimentado direito... É o não saber nada do outro de quem ainda se gosta.

E é verdade. Mas a saudade, além do não saber, é o sentir falta. Óbvio. Nada mais lógico. E não é sentir falta somente da pessoa em si, fisicamente. É sentir falta dos detalhes (detalhes tão pequenos de nós dois... huahuahuahuahua, como sou brega). Das coisas pequenas.

Posso falar por mim: é sentir falta da maneira como ele me olhava no carro. Da maneira como ele falava comigo. Do calor do corpo. Da voz. Sabe o que é pior em sentir saudades da voz? É que não basta ouvir a voz pelo telefone pra matar as saudades. Você quer a voz. Mas quer a pessoa. Quer tudo.

Estou monotemática hoje. Melhor parar por aqui.

Droga viu? Saco! (RezinhaOx!!!!!!)Não consigo falar direito sobre isso. E descobri que nem escrever em paz sobre isso eu consigo. Escrever é uma das poucas coisas que me aliviam por inteiro. Já escrevi textos bem legais, há um tempo atrás, em lembrança a um outro certo rapaz. Mas agora estou incapacitada. Falar é doer. Escrever é doer. Como isso é possível?

I want my heart back.

Eu preciso te TEMPO...
 

25/11/2002
 
Pois é, e como inauguração, porque hoje eu estou inaugurando tudo (opa! Nem tudo), vamos ao...

Fragmentos de viagem busônica – Parte I – Os discípulos de Morfeu

Todos sabemos que viver em São Paulo é cansativo. Vivemos divididos entre trabalho, casa, estudo, casa, namorado(a) pra quem tem, e tudo isso no mesmo dia.

Impossível não se cansar. Mas o fato é que tudo se agrava com o trânsito da paulicéia. E com as distâncias. E com a falta de veículo próprio. É FODA morar em Imterlagos, trabalhar em Guarulhos e estudar no Tatuapé. Um cidadão desses tem que sentir sono. Claro.
São geralmente esses os discípulos de Morfeu, deus grego do sono. Tenho certeza que você já encontrou um deles. Ou até mesmo é um deles.

Visualize: o discípulo de Morfeu (DDM) senta-se ao seu lado. O balanço do busão (em ruas menos esburacadas, claro) começa a embalá-lo. Hummm, que dotoso.... Lembra-se do balanço do colo da mamãe. E pensa... Não é tão tão aconchegante, mas vale. Dá aquela escorregadinha no banco pra se ajeitar. Fecha os olhos. Afinal, assim pode relaxar um pouco mais. Logo – se não chover, se não houver nenhum acidente, se o trânsito estiver menos caótico – ele estará em casa. Ou na faculdade. Ou seja lá onde for.

E o embalo do balanço do busão, combinado com o “relax”, começa a fazê-lo cochilar. Quer dizer, o DDM ACHA que cochila. Mas na realizade, ele pega num sono tão pesado que é bem capaz que esteja na 4ª dimensão. E ele não percebe nada à sua volta. Ele não, mas você sim. Porque à essa altura, o DDM já fez de seu ombrinho o travesseiro e do seu braço a naninha dele. Você bem que tenta mover o ombro. Mas não há jeito. Se você se sentar no lado da janela, e começar a empurrar o DDM com os ombros, ele pende para o lado do corredor. Tudo bem que é hilário ver a pessoa feito um pêndulo quase caindo no corredor. Hilário nada. Pobre alma cansada. Se você se senta no lado do corredor e tenta se afastar, você é quem cai no corredor.

Você pode acordar o DDM, é claro. Mas geralmente ele te olha sem graça, pede desculpas, mas 5 segundos depois volta a dormir. Você pode se levantar. Levantar???????????????????? Imagine, nem pense nisso. Um lugar sentado no busão em São Paulo é como Carlton: um raro prazer.

Então, o que fazer com o DDM? Olhe, já dizia o dito popular imprestável: se o estupro é inevitável, relaxe e goze. Dê uma cochiladinha tmabém.

O problema é quando o DDM é aquele trabalhador braçal, depois de 10 horas de trabalho, deitado no seu ombro. Ugh! Uma alternativa é você sacanear e falar: nossa, já chegamos no ponto final? O DDM vai levantar assustado, atropelando todo mundo, e até se dar conta da sua mentirinha, já deu tempo de outro apressado se sentar. Problema é se o DDM sacar a peixeira. Mas isso é outra parte de “Fragmentos do busão”....
 

 
O selvagem e interessante mundo do transporte coletivo em São Paulo –

Fragmentos de viagem busônica – Introdução

O transporte coletivo - direito do cidadão e dever do Estado – está presente em grandes e pequenas cidades. Até em Xibirimbim do Norte deve haver um serviço desses, nem que seja uma única linha xexelenta, com um único motorista, que, se acelerar demais, já sai da cidadela.

Antes de discorrer sobre os préstimos de nossa prefeitura quanto aos cidadãos não portentores de veículos, quero esclarecer: eu ando de BUSÃO. Não de ônibus. Ônibus é coisa de quem vai viajar. Eu viajo de ônibus, mas ando de busão por São Paulo. Primeiro pela sonoridade: B-U-S-Â-O. Segundo: é mais fácil de falar. Fale: “qual é o ônibus que você vai pegar”. Agora fale “qual é o busão que você vai pegar”. Percebeu? Essa coisa de vogal com vogal (o ônibus) é ruim de falar. Terceiro: busão já é palavra que faz parte da língua paulistana . Assim como “meu” e “puuuuuuta” usado como adjetivo superlativo. E eu, Camila, sou parte dessa cultura. Quem sou eu para ir contra essa democratização e regionalismo lingüísticos?

Não pretendo dizer que andar de busão é muito legal. Que eu jamais teria um carro ou qualquer outro tipo de baboseira que pobre fala para se consolar de sua pobreza. Eu adoraria ter um carrinho. Mas meu salário só me permite comprar uma “tonquinha” (lembram disso?). Portanto, aproveito minhas viagens busônicas para observar o alheio. Sim, para não morrer de tédio, resolvi observar os outros. O trânsito me permite isso. E o asfalto paulistano semelhante à superfície lunar não me permite ler, e nem cochilar.

E enquanto reparo nos outros pude classificar alguns comportamentos. Em qualquer linha, em qualquer horário, esses fenômenos acontecem.

Para meu próprio deleite e de meus leitores inexistentes, escreverei durante algum tempo a seqüência Fragmentos de viagem busônica.

(também uma homenagem à Lilla, "amante" de ônibus lotados)
 

 
Estou num momento de profundo amor com meu chefe. E não pensem besteiras.

LOUVADO SEJA MEU BOSS NO DIA DE HOJE!

Mas isso pode mudar... A tênue linha que separa o amor pelo chefe da raiva pelo chefe pode ser quebrada a qualquer momento. Mas por enquanto, sinceramente, thank diretor daqui que colocou meu chefe como meu chefe.
 

 
Eu só quis dizer: a razão por trás da frase

Como texto inaugural de meu bloguinho, me sinto no dever de explicar aos incautos e improváveis leitores do mesmo o por que dessa frase que deu origem ao nome.

Quem tem mais ou menos a minha idade, não importando se um pouco mais ou um pouco menos , assistiu ao menos um capítulo de “Carrossel”. Aquela novelinha mexicana sucessora de Chispita, e ambas, é claro, exibidas pelo canal do Seu Sílvio. E com certeza acompanharam o drama de Carmen, aquela que não tinha sapatos; o “bom dia, professora Helena” diário; aquela pentelha da Laura falando “isso é tão romântico” a cada 5 frases; as roupas de manga bufante e aquele topéts medonho da professora Helena; e, é claro, os tocos diários que o Cirilo tomava da esnobe e prepotente Maria Joaquina.

Quem não se emocionou, ainda que secretamente, com aquelas lágrimas de crocodilo derramadas por Cirilinho toda vez que a Maria Joaquina dava uma dispensada nele tem um coração de ferro. E claro, Cirilo, como bom menino de origem humilde, não brigava com a amada. Se limitava a falar, num misto de tristeza e resignação, a célebre frase que deu origem a esse blog: EU SÓ QUIS DIZER... E, ao fundo, aquela musiquinha triste e horrorosa dava fundo à agruras do quase púbere rapazola.

Anos se passaram, e eu nunca esqueci Cirilo. Simplesmente porque ele está associado à uma das melhores épocas de minha adolescência: a 6a série. Nossa, como era bom assitir a novelinha e depois comentar no dia seguinte com a “tchurminha” (hahahaha, como sou ridícula). E, para completar, o lindinho por quem 99% das meninas caía de amores, inclusive eu, imitava o Cirilo com seu pequeno beiço a falar Maria Joaquina e eu só quis dizer perfeitamente.

Bons tempos... Mas agora, analisando o Cirilo sob uma perspectiva adulta e séria (cof cof cof), posso afirmar que ele é a personificação da pessoa insistente. Precursor do Thyrso. Não, não serei tão maldosa, o Thyrso era um mala. Cirilo era um menino teimoso, meigo e simples. Humilde e que acreditava no amor. Puxa, quer coisa mais linda que essa? E, querendo ou não, vejamos: o Thyrso tomava tocos da Manuela, mas ela dava uns moles, deixava ele pegar nos peitos, essas coisas... O Cirilo, coitado, tomava tocos e nem tinha a possibilidade dos peitinhos, primeiro porque a Maria Joaquina nem tinha, segundo que ele era um mocinho muito bom, e não ia fazer isso... Me sinto meio Cirilo, pela minha teimosia e persistência quando quero realmente alguma coisa. No fundo, todos temos um pouco de Cirilo. Ou não.

Além de ser uma lembrança de meus tempos de colégio e “pêra, uva, maçã, salada mista”, a frase “eu só quis dizer” ilustra o meu propósito com esse blog: o de somente querer dizer alguma coisa. Sim, simples assim. Eu só quero dizer, e se vocês não quiserem escutar (no caso, ler), na boa, não leiam. Não percam seu tempo. Esse blog só quer dizer todas as merdas e idéias que passam pela minha mente meio podre de moça de 23 anos. Moça atualmente cansada, meio faladeira, meio maldosa, e muito sincera. Apaixonada, saudosa, que trabalha demais e ganha pouco.

A partir disso você já pode ter uma idéia do que lhe espera. Continue, mas por sua própria conta e risco. Reforço o que diz no meu perfil. Esse é meu espaço, onde eu digo o que quero. Sinta-se à vontade. Mas nunca esqueça: além de servir bem para servir quase sempre (hehehe, neurônico Drex, essa não podia faltar), a porta da rua será sempre serventia da casa.

E era isso que eu queria dizer, desde o começo. E viva o Cirilinho!!


 

Eu digo
"Respeito muito minhas lágrimas,
mas ainda mais minha risada."

(Vaca Profana - Caetano Veloso)


E E Ei Mail
Meu E-1/2

Uma galerinha animada aprontando altas aventuras
Greta Garbo foi parar no Irajá
Isso so Acontece Comigo
Jesus, me Chicoteia
Lixomania
Meu Cu
Pensar enlouquece, pense nisto!
Quem se importa
Suburbia Tales
Terra do Nunca Express
Uma Dama não Comenta


Escrevi e gostei
O que o Cirilo tem a ver com isso?
Pai Ze das Inteneti
A Falsa Modernidade
Olhos de Lince
Que fim levou Camila?
Santa Ortografia, Batman!
Show, tudo de bom e fala seeeerio!

Fragmentos do Busao
Introducao ao Mundo do Busao
Os Discipulos de Morfeu
Macho que eh macho nao senta junto
As bolsas assassinas
L'amour dans les busons
Sexo no Busao! E uma historia de Amor

BOBOBOYS
O que eh um boboboy?
Primeira historinha do Boboboy
Nao sei por que bato...
O que nao falar no sexo
E Deus perde pra Capeta
Lisbela e o cara de pau
O elo perdido entre o primata e os boboboys

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