27/12/2002
 
Salve salve!

Sinto saudades de postar aqui no meu babyblog. Por isso estoy aqui (estoy aqui, queriendo te... ahhhhaahhhhh CAMILA SHAKIRA NÃO!!!!).

Esse é um ano que termina diferente. Desde que me entendo por gente que escreve muito, mesmo que seja só para si; eu faço um nada original "balanço anual". E escrevo todas as agruras, mazelas, alegrias e dúvidas que assolaram o meu ano, refletindo para tentar melhorar. Como vocês mesmos podem ver, não adianta nada! hahahahaha... A mudança, ou o "semancol" ve naturalmente, independentemente desse balancete. Por isso decidi: nada de balancetes. Fuck off os balancetes. Eu sempre penso demais. Sempre levo tudo muito a sério. Trabalho muito a sério, relacionamento muito a sério, amizade muito a sério. E quem me vê nem acredita que essa louca leve alguma coisa a sério, mas é verdade.

Por isso cansei de pensar na morte da bezerra. Quero mais é ir viajar. Ir pra praia. Sentir a brisa e o cheiro de sal. Nadar e ouvir o barulho do mar. Nada me faz tão bem quanto isso (er... nada? bem... há outras coisas que me fazem bem também...). Quando eu voltar, ou seja, no ano que vem, espero estar melhor. Mais tranquila. Quem sabe até curada dessa paixonite que me assola a alma.

Não sou uma pessoa muito natalina. Gosto muito mais do Ano Novo. Acho que o Ano Novo é sinônimo de renovação. De esperança. Ano Novo é recomeço. Ou começo. Por isso, me desejo um Ano Novo muito bom!!!! Egoísta, eu? Claro que não! Desejo a todos os incautos e talvez até mesmo inexistentes leitores desse humilde blog um Ano Novo simplesmente maravilhoso, cheio de coisas boas, um ano de aprendizado, de paz, de esperanças, e tudo o mais que é comum se desejar no Ano Novo. Mas tudo de coração!!!!!

E vejam que coisa mais de final de ano:

"eu sei... que a vida devia ser bem melhor, e será
mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!"


E essa outra música não me sai da mente:

"é de um falso amor que eu preciso...
que seja sem dor e que me bajule o ego,
não, não quero mais amores cegos,
pra não machucar o meu peito sofrido (...)"


Ouviram seres do céu????? Estou farta de chorar, ok?!

Beijos a todos!!!!!
 

20/12/2002
 
Aviso aos navegantes:

Já falei, mas não custa repetir: "estarei entrando" (ui!) em férias. Volto somente 27/01. Nesse período, provavelmente postarei muuuito pouco.

Provavelmente 90% dos meus leitores tem meu telefone. Já que são meus amigos de fé e irmãos camaradas que além de me agüentarem ao vivo, me agüentam no blog. Portanto, amigos, me liguem, OK?

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!! Férias!!!!!!!!!!!

Beijos a todos!
 

 
O Mundo Perfeito realmente não tem esse nome à toa. É com certeza um dos blogs (site??) mais geniais que conheço. E, pra chutar logo o pau da barraca, a criadora do mesmo bolou uma campanha que tem tudo a ver comigo. Com meu dia-a-dia de Camila Regiane que ouve as pessoas o tempo todo utilizando gerúndio desnecessariamente (pérolas do tipo: "eu gostaria de estar sabendo como faço para estar prestando o exame para estar entrando no mestrado"):



Sem contar que há também a campanha contra os comerciais de creme dental (morte àquele castor, às escovas que dançam aeróbica Aquafresh, e àquele Colgate Tripla ação com as minas ninja dançando com roupinha de lycra brilhante). Já postei isso no ND, mas merece repeteco:



Simplesmente genial. Útil. Uonderful!
 

19/12/2002
 
Todo mundo, em algum momento da vida do blog, coloca uma música. Um trecho de música. Pode ser que seja por falta de inspiração. Pode ser que seja pela música significar alguma coisa. No meu caso, é pelos dois. Essa música diz meu estado de espírito atual. Sim, eu estou à flor da pele. Chorona. Stressada. Meu coração às vezes fica tão apertado que parece que nem existe mais. Mas nada que umas férias não resolvam. Quer dizer, resolvem o stress. Mas o coração... Bem, esse eu terei que resolver... E é difícil... Mas eu sô uma muié de fibra!

Flor da pele (Zeca Baleiro)

Ando tão à flor da pele,
que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele,
que teu olhar na janela me fa morrer.
Ando tão à flor da pele,
que meu desejo se confunde com a vontade de vencer...
Ando tão à flor da pele,
que minha pele tem o fogo do juízo final

Um barco sem porto, sem rumno, sem vela
cavalo sem cela...
bicho solto, tão sem dono,
menino bandido, que às vezes me preservo, outras suicido...

Ando tão à flor da pele


Aí eu completo: vai minha tristeza... e diz a ele, que sem ele não pode ser... Diz-lhe numa prece, que ele regresse, porque eu não posso mais sofrer. Chega de saudade, a realidade é que sem ele não há paz, não há beleza, é só trsiteza, e a melnacolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai...

Bem, Chega de Saudade é uma de minhas músicas mais preferidas. Mas deixa pra lá. Deixa pra lá, está me ouvindo, Camila?????
 

 
Todo mundo já comentou. Mas eu vou comentar. Porque estou passada. Estou bege. Perplexa. Aparvalhada.

1: uma senhora cantora, de quem gosto muito da voz, deu ao filho o nome de Mano qualquer coisa. Isso é demais para minha saúde.

2: o Lula indicou o Gil pra Ministro. da Cultura. O próximo passo, com certeza, é indicar a Xuxa para Ministra da Educação.

iié iéé!!! Beijinho beijinho e tchau tchau

Agora, com essas notícias ridículas, onde o Brasil vai parar? Onde esse blog vai parar? Caceta!
 

 
Vixe Maria, que eu nem tenho tempo de postar...

Voltei ontem de viagem. Dessa vez correu tudo sem sustos. Mas eu tive que ouvir tanta merda... Mas nem tou nem aí.Eles falaram que voltarão com a impressão de que sou doce e inocente. Inatingível. BLÉ, mil vezes blé. O fato de não querer thcãnãnãns com nenhum deles não significa que eu seja santa. Tomara que no ano que vem, os grupos sejam menos piores. O importante é que estou bronzeada. hahahahahaha. O sol que o Rio de Janeiro não me deu, Barra Bonita me forneceu!

Tive também que ouvir que, pelo fato deles estarem me pagando, eu teria que fazer o que eles quisessem. aaaaaaaahhhhhh. Tive que ouvir isso de um americano babaca que com certeza não está me pagando nada. Eu faço porque apesar de tudo, me divirto, porque meu chefe sabe que isso é bom para mim, e porque é bom pra eu praticar o Inglês. Ganho experiência (muita e boa), despesas pagas, e sapos engolidos.

Mas FUCK OFFFFFFF. Hoje é quinta. Amanhã é meu último dia de trabalho. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

Já informo à minha meia-dúzia de leitores que durante uns 25 dias estarei praticamente ausente daqui. A não ser que alguma lama do outro mundo me dê um microcomputador.

E amanhã é o amigo secreto e amigo da onça do ND... Mas eu ainda não comprei o presente. Ou seja, estou fudida. Totalmente fudida. Completamente. E pior, no mal sentido. hehehehe

E é isso. No inspiration. No time. Eu suck.
 

16/12/2002
 
Léro-léroooo... Também tenho minha música Tribalista:

Tcherererêkundu

Quero axincalhar quero omitir
tem supimpa no nenezinho sereno
a lua lânguida lick me
Quero axincalhar quero omitir
Tcherererêkundu nenezinho
Apagou no lundu.
Lá vem mãe Su

Bis

Bahia, Muzambinho, Nice
Encontram meu primo, Iansã
O beijo bom tem benção
água mole não quer pedra dura
Mas eu quero axincalhar, quero omitir

Repita 87 vezes até levar um tiro.

(diretamente do Mundo Perfeito)

Ficou ou não ficou bem Carlinhos Brown????!
 

 
Parte III - O espancamento

Minha noite pós-puteiro foi péssima. Acordei passando mal, não sei por que. Ah, sim, sei sim. Cólica. Forte. Coisa de mulher pra mulher, Marisaaaa... Sim, só as mulheres poderão comprrender meu tormento.

Manhã, passeio ao pão-de-açúcar... Tarde, praia. Copacabana mesmo. Eu e a maioria dos gringos. Eles foram jogar bola, e eu fiquei no mormaço com uma das meninas. Só que ela é uma inexpressiva. Pelamordedeus, que menina mais sem reação. Ela tem cara de rato de olho azul.

Bom, eu com cólica+areia quentinha=Camila cochilando na areia.
Mas... Copacabana+gringos=assalto

Ou seja, um carinha babaca passou roubando chinelo, bermuda e dinheiro de um monte de gente, incluindo de um dos gringos. Depois os jogadores de futebol praianos conseguiram agarrar o ladrão. E simplesmente espancaram o cara até ele desmaiar. Chutaram barriga, rosto, partes baixas... Tudo isso exatamente na minha frente.

Podem achar que estou errada. Mas podiam ter feito o cara devolver as coisas, mas aquela cena foi chocante. Não fizeram ele devolver nada, eram 20 caras em cima do ladrão. Caceta, esse aí se ferrou mesmo. Eu fiquei chocada, detesto qualquer tipo de violência. Perdi a fala, esqueci o Inglês. E os gringos achando que essa era uma cena normal. Acharam estranho eu entrar em choque. Foi péssimo.

Depois, pra completar, um dos gringos, provavelmente o mais branco, resolveu ser grosso comigo porque perguntei se ele tinha passado protetor solar. Se queima no mormaço, então, manézão.

Bom, passado esse susto, me tranquei no quarto e fiquei até a hora que o Rods chegou.

Sei que isso é trabalho, que não tenho que me importar com esses caras, mas esse grupo tem uns caras desagradáveis. Quer comer puta? Come. Quer cair na sarjeta? Caia. Mas nada justifica falta de educação.

Eu e o Rods ficamos num bar na praia. Ô moço gente boa!!!! Pena que não deu pra Márcia ir...

Minha noite final foi na People. Lugarzinho estilo lounge, frio que nem o pólo norte. Fiquei quietinha... Tava meio mals ainda.. E aí aconteceu o que já contei. Gringo bêbado e chato, resolve ficar nervoso comigo e vai a pé pro hotel.

Irei pra Barra Bonita amanhã. Mas sexta tou de volta.
 

 
Parte II - HEEEELP, I need somebody!! Ou... O dia em que fui ao puteiro...

Decidimos ir à uma danceteria decente. Chegando lá, muitas horas de fila (sem brincadeira, ficamos uma hora e meia mais ou menos). O pessoal não faz fila, se aglomera. Um horror. Aí, adivinhem qual foi a segunda opção? Sim, aquele inferninho em Copacabana chamado Help. O prostíbulo famoso. Sim, eu fui num puteiro.

Posso dizer que foi uma experiência. Sem nenhum adjetivo. Só isso: experiência.

Os gringos (a maioria) enlouqueceram. Nossa. Depois de 5 minutos lá dentro, eles já estavam se esfregando em alguma moça. Aliás, as moças do local eram o cão chupando manga do avesso. Putz, muito feias. Algumas eram OK. Bom, claro que com aquelas metes meio deturpadas, eles iam escolher logo as boca de lixeira. Só sei que a mulherada caiu matando na gringaiada. Eita lasqueira. Dois meninos não queriam se envorver com as putas, e ficaram comigo e com as duas gringas. E eu andava de braço dado com eles, senão eles eram agarrados.

Não preciso nem dizer como aquilo tudo é degradante. Mas eu dei risada. Afinal, já que tava lá, não ia ficar mal-humorada. Isso até o momento em que um velho parou na minha frente com aquela cara de "vem cá pitchulinha", e, fazendo um "OK", enfiou esse OK no outro dedo e fez movimentos lascivos de quem tava simulando uma punheta. Sério. Ainda bem que um dos poucos gringos realmente legais estava ao meu lado, e me puxou. Meu, eu com essa cara de menina normal, sem maquiagem nem nada, e tinha um tiozinho querendo me comer. Surreal. Só poderia acontecer comigo...

E aí voltei rapidinho pro hotel. Quer dizer, não tão rapidinho, porque me perdi. hahahahaha, e quando fui pegar o táxi, o taxista era surdo. Sério.

 

 
UMA EPOPÉIA ODISSÉICA MUITO MAL-CONTADA (afinal, não tenho tempo nenhum).

Sinceramente, minha viagem foi cheia de revezes. E teve mais pontos ruins do que bons. Foi uma odisséia, só que não tinha nenhum Penélopo me esperando docemente em casa, tecendo e "destecendo", suspirando meu regresso.

Eu presenciei um espancamento na praia, tive que acompanhar os caras num famoso prostíbulo de Copacabana, tive que ver uns imbecis beijando umas barangas na boca (!!!), tive que vê-los bêbados quase 24 hs por dia, tive uma cólica feladaputa, além de ter passado muito mal de sexta pra sábado. Pensam que acabou? Claro que não! O pacote foi completo: sábado fomos à uma danceteria, e um dos americanos, um que até é bonitinho, resolveu ficar muito bêbado e tentar alguma coisa comigo. Quando viu que não ia rolar, se viu no direito de ficar bravinho, e querer ir embora. A pé. E não avisou nada. Quando cheguei no hotel perguntando por ele, quase enlouqueci imaginando aquele acéfalo vagando trêbado pelo Rio. Fiquei no lobby esperando por ele durante uma hora mais ou menos. Aí cansei e resolvi ir dormir. Foi quando o cara da recepção me ligou avisando que ele tinha acabado de chegar. Blé. Bom, ainda bem que chegou inteiro.

Vou dividir minha viagem em partes e posts, assim fica menos chato (eu acho).

Parte I - Ligando pros blogueiros

A ida já começou meio mal. Fui comprar uma revista no aerorporto, e derrubei toda a banca da livraria. A banquinha de revistas que ficava no caixa caiu inteirinha. No meu pé. Sou muito desastrada às vezes.

No avião, tentei dormir, mas o cara que tava do meu lado não deixou. Ele conseguiu a proeza de falar mais que eu. Mas tudo bem, ele era gente fina.

Sexta, depois de devidamente acomodada, claro que fui fazer minhas ligações aos blogueiros cariocas. Falei com o Rods primeiro. É muito engraçado, parece que a gente já se conhecia pessoalmente há um tempão... Coisas de Internet... Depois liguei pra Márcia, mas não deu para nos encontrarmos... E depois pro David, que é o carioca com mais sotaque carioca que conheço!

Putz, esse post ficou mó coisinha de internética enturmada... Mas beleza. Esqueci de falar que tenho uma figura manêra de um lince, enviada pelo David. Pô aí, mas não sei incluir figura aqui. Mas tranqüilo, quando eu aprender, coloco. (viram? me adaptei ao vocabulário!)

Já já eu volto.
 

12/12/2002
 
Olhos de lince. É assim que se refere àqueles olhos quando pensa neles. Engraçado que nunca viu um lince, nem mesmo em foto. Mas é assim que pensa neles. Não propriamente nos olhos, mas naquele olhar. Aquele olhar capaz de dizer tudo. E de ser completamente evasivo às vezes. Capaz de ser absolutamente expressivo, mas somente a ele, que queria enxergá-la por dentro.

Ironicamente as pessoas sempre falaram do olhar dele. Um olhar penetrante e que fala por ele. Um olhar que não mente. Ele nunca deu muita atenção a isso. Até encontrar “olhos de lince”. E agora se vê absolutamente fascinado por aquele olhar igualmente penetrante, mas não tão delator.

Pensa num dos personagens mais expressivos da “Insustentável leveza do ser” de Milan Kundera. Thomas, um homem apaixonado, mas que acreditava que toda a mulher tem uma peculiaridade escondida, algo a ser descoberto, uma nesga, que só se revela no ato sexual. Ele não acha que o sexo seja assim tão revelador, e nem tem vontade de ir pra cama com todas as mulheres. Mas ele também acha que todos têm algo escondido. Que se revela através do olhar. É o olhar que exterioriza e ultrapassa todas as cascas que o ser humano se coloca.

Sempre se lembra de um trecho de uma música do Caetano: “olhos penetrantes que vão fundo no que olham. Mas não no próprio fundo”. E, ao pensar em “olhos de lince” acha que a comunicação deles é e não é assim. Porque eles se falam pelo olhar. Mas vão fundo. Mais fundo até do os dois gostariam. Eles se enxergam. São capazes de trocar idéias pelo olhar. São capazes de trocar impressões pelo olhar. São capazes de falar de boca fechada. Basta se olharem. E ele a enxerga através de todas as cascas que ela se coloca. E ela lê os pensamentos dele.

Através do olhar. Que transborda, que ilumina, que transcende qualquer coisa para ele.

Ele quer falar, mas sabe que já falou muito. Com ela, e somente com ela, a comunicação é assim, tão singular. Tão simples para eles e tão complexa a olhos alheios. Não que o resto do mundo tenha um olhar inexpressivo. Que falte aos outros algo de especial. O que os diferencia é que têm um olhar cúmplice. Cúmplices de quem acredita que os olhos, o olhar, são realmente o espelho da alma. A exteriorização do interior. Do recôndito.

E travam uma batalha silenciosa na tentativa de desvendarem um ao outro. Por quê? Para quê? Nenhum deles sabe. E talvez nem percebam a batalha que travam.

Lince... Sempre achou que lince é um felino certeiro, assim como todos os felinos. Lince que olha e ao mesmo tempo te vê por completo. Te observa, enquanto a mente processa a melhor hora para atacar. Te desvenda. E, quando você acha que ele não irá mais atacar, é justamente nesse seu momento de fraqueza que te ataca. Ele nem sabe se os linces são realmente assim. Mas adora a sonoridade da palavra lince.

E assim a imagina... Um lince. No meio da floresta. Olhando tudo ao redor. Andando cautelosamente e sabendo onde pisa. Se protegendo através do ataque.

E se esquece que, simploriamente, um lince é um gato grande. E ele sempre foi fascinado por gatos. E sempre teve muito jeito com eles também, por ter também essa natureza livre e respeitá-la acima de tudo.
 

 
Cá estou eu, trabalhando. Fui à manicure, cochilei (eu durmo na manicure. Fazer a unha dá o maior sono...) e voltei. Tenho tanta coisa pra fazer, e estou aqui, escrevendo... Mas só tenho escrito amenidades. Nenhuma produção de texto, só fatos acontecidos "comigo mesma minha própria pessoa." Mas a intenção disso aqui é eu falar o que bem entender. Então....

E hoje, diálogo irreal com meu boss:

- Chefe, se eu não terminar de corrigir aquele monte de coisa, não poderei ir pra Barra Bonita semana que vem com os americanos. Aliás, acho melhor eu nem ir.
(ele me olha com cara de resignação)
- Ai, Camilinha... Vai sim. Eu vou te ajudar a corrigir.
( e eu olho espantada)


Vocês já viram isso??? É sério, eu prefiro nem viajar, porque vou sair de férias, tenho que deixar tudo em ordem. E ele fala pra eu ir... Esse chefe é do outro planeta. Acho que ele não é normal, não...

Outro dia meu amigo Cabeção pediu pra eu postar um texto que escrevi há um tempo atrás. O pessoal do ND já conhece. Mas eu gosto muito desse texto. Quero tê-lo aqui no meu bloguizinho. E lá vai o texto, mas no ´próximo post.
 

 
Ontem, mais uma baladinha neurônica. Tenho a declarar que a cada balada que passa, acho o povo mais incrível ainda. E as baladas são cada vez melhores. Mesmo que a gente fique só no buteco bebendo. Ok, eu nem bebo muito. Mas e daí, eu acompanho....

A novidade foi conhecer o mundialmente famoso no mundo bloguístico Sr. Marco Aurélio Jisuis, me chicoteia.. Ele vai me xingar por ter escrito que ele é famoso. Mas xingar é algo que Marco faz muito bem... heheheh. Marco, você é muito gente boa. Apesar de ter falado sobre mim coisas do tipo: "a Camila? ahhh, a Camila.... a Camila!" Foi realmente algo "lisonjeiro"...

E, finalizando, diretamente pra Lilla:

Não sabe
Não sabe
vai ter que aprender

orelha de burro ()()

cabeça de ET ( ° | ° )


 

11/12/2002
 
"Quero um coração novo em folha. Por favor, tirem esse coração de mim."

São Paulo é uma cidade imensa. Uma megalópole. Com trocentos lugares onde se ir à noite. Mesmo que você freqüente os mesmos lugares que as pessoas do seu círculo de conhecidos (e em São Paulo nós sempre temos zilhóes de conhecidos), pode ser que você nunca encontre ninguém, porque vai cada um num dia diferente. Segundo o matemático Oswald de Souza, as chances de encontrar alguém significativo pra você na balada é de uma em 500.000. Ok, é mentira, o Oswald de Souza nunca faria uma estatística retardada dessas. Mas todos sabemos como algumas coisas são improváveis.

Ainda mais numa noite onde você estava sem fazer nada com sua amiga ; onde você já tinha dito aos americanos que não sairia. De repente, vocês decidem: vamos ao Na Mata? "Mas eu vou assim mesmo, Maninha?" "Claro, Cá, sem problemas... Desencana..."

E lá fomos nós, felizes e saltitantes. Bom, eu adoro o Na Mata, a Aretha foi, e ela é fofa, enfim, a noite "ia ser boa, de tudo ia rolar..." hahahaha, brincadeira... Só que eu, com minha intuição filha-da-puta (e nem comentei isso com a Mana na hora) pensei: acho que vou encontrar o "Mineiro" aqui.

Mineiro, o meu ex mesmo, de quem eu sinto saudades. Pensei que ia encontrar e encontrei. Inacreditavelmente ele estava lá. Chegou bem depois de mim, e eu o vi quando estava na fila para pagar. Eu estava de costas, e, no exato momento em que me virei ele estava entrando no banheiro. Claro que fui falar com ele. Tremendo mais que vara verde em tempestade.

E isso é que é péssimo. Eu demonstrei um nervosismo fora do normal. Que merda, eu detesto ser assim tão espontânea às vezes. Nós conversamos um pouco, afinal, eu já estava indo embora... Blá blá blá, mas eu fiquei tão fora de mim que não lembro de quase nada do que falamos. Lembro que a gente se abraçou, lembro que ele disse que eu estava muito bem... Claro que estou bem, a vida segue né?! Saudade não é impedimento pra nada... Não tenho muito o que falar sobre isso. Duas pessoas que se encontram pela primeira vez depois de terminarem. Totally weird. Ou melhor, eu é que sou uma weird, agi como tonheba. Por que não dei uma de garota pop-descolada? Ai, Jesus, Camila, vai ser tonheba assim em outra encarnação. E ele tava meio sem graça também, mas desempenhou bem o papel de homem-desencanado-que-sai-na-balada-e-encontra-uma-ex.

Voltei para casa querendo que arrancassem meu coração. Ele estava tão apertado que eu estava até entalada.

CU. Só isso que tenho a dizer. As coisas podiam ser mais fáceis. Eu podia ser menos sincera.

Mas só digo, pra finalizar: ainda bem que ele não estava com ninguém. Isso sim, seria chocante.
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Tenho uma caralhada de provas pra corrigir e enviar até sexta pra Instituição. Isso means que estarei meio fora de ar...

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Tem coisas que só a Philco faz pra você. E tem coisas que nem Freud explica.
 

09/12/2002
 
Afe! Eu querendo escrever antes do pessoar chegar, e as moças da limpeza ficam aqui puxando papo comigo. E querendo falar mal da minha supervisora. Tudo bem, minha supervisora é uma pessoa difícil. Mas não vou falar mal dela pros outros daqui do trabalho, senão vira fofoca. Aí rola a famosa rádio peão, e de uma coisinha, quando ela voltar da licença maternidade já terá se transformado numa coisona. E vão falar pra ela que eu planejei o seqüestro dela ou coisa assim.

Volta de Manaus, vôo demorado... Viagem boa, muito boa...

Mas o que martelou um pouco a cabeça foi a baladinha de quinta-feira. Revelei as fotos e, dentre elas, há uma que está linda, mas vai dar o que falar. Simplesmente porque é uma foto espontânea tirada com um certo rapaz, um ex casinho namoradinho meu, nomeado pelo Cabeção de "Farenheit". Não vou dizer o nome verdadeiro do moço aqui. Mas o fato é que aquela foto me deixou meio sem chão. Nós dois na baladinha me deixou sem chão. Não rolou NADA. Mas quem disse que precisa, para significar alguma coisa?

E isso é complicado. Não sou apaixonada por ele. Não e não. Mas a sintonia entre a gente é muito estranha. A gente tem um carinho muito grande. Legal foi minha mãe vendo a foto: "Camila, que absurdo! Que descarado! Que foto linda!!!! E ele diz pra vc que gosta da namorada?? Ai, pára vai!" hahahahahahaha

Enfim, é a velha Camila de sempre, às voltas (não às turras) com seu coraçãozinho de melão.
 

Eu digo
"Respeito muito minhas lágrimas,
mas ainda mais minha risada."

(Vaca Profana - Caetano Veloso)


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Greta Garbo foi parar no Irajá
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