23/05/2003
 
O encontro do URUBU do Marco com Pai Zé das Intenéti

(Recado: antes de começar a ler - o Marco me autorizou a colocar o urubu no meio dessa mixórdia. Claro que o urubu dele é melhor que o meu. E prepare-se porque o texto é longo)

Ele veio voando em círculos em direção à mansidão de prédios. De lá do alto era difícil imaginar como tudo funcionava em meio aquele caos de carros, gente e prédios. Quando sobrevoava sua Champs Elysée privê – o Rio Pinheiros – ele considerava a raça humana a coisa mais podre e vil que já habitou a superfície terrestre. E ainda tinham a petulância de dizer que ele e seus semelhantes eram carniceiros. Ora essa! Eles, os urubus, tinham somente a obrigação de sobreviver e cumprir sua função na cadeia alimentar. E, modéstia a parte, faziam isso com maestria. Não destruíam, não poluíam, não matavam. Apenas cumpriam seu ciclo vital: nasciam, cresciam, comiam, se reproduziam e morriam. Assim, simples e sem danificar o ambiente.

Estava tão absorto em divagações, que quase se esqueceu de seu objetivo maior naquele momento: encontrar aquele careca no fumódromo e dar vazão a todos os seus questionamentos existencialistas. Ainda filaria um cigarrinho xexelento, sendo que sempre saía de lá orgulhoso em confundir aquele humano com sua sagacidade. Ele, o urubu, ia aproveitar que ele, o humano, andava a a quebrar a promessa de nunca mais fumar e ia entupir um pouco seu pulmão com nicotina. Aquele careca nem dera atenção à praga que a moça rogou caso ele fumasse. Pois que venham os cangurus!

E o urubu pensante nem percebeu o vulto que vinha em sua direção. Foi quando deu um encontrão em pleno céu com algo voador, que não era pássaro, nem avião, nem o Superman. Tráfego aéreo?

- ÊÊ! Vassuncê num olha por onde anda?

O ururbu viu, por segundos, o filme de sua vida passar perante seus olhos. “Será nque morri? Será que aquela bicada num bebum tinha feito ele adquirir o goró do cara? Humanos voam?” Olhando bem, agora, ele podia ver que o vulto era, na verdade, um velhinho negro de carapinha branca e cachimbo. Um humano voador! Isso era melhor que o Marco e seu cigarro! U-hu!

- Diz aí, velhinho dos céus, o que tu faz por aqui?
- Mais i esse urubu é muito do atrivido! Zifio respeita os cabelos banco desse nego! Respeita minha morti! Eu sô o Pai Zé das Intenéti, entidade protetora dos usuário dos computadô. Pai Zé tira egum dos hardware e benze os software. Pai Zé sabe destravar Windows só com rezadô, e tamém faiz conexão discada fica rápida.
- Hey velhinho! Já entendi! “Vassuncê” senta, roda e faz a festa em cima desses sistemas falhos que o ser humano cria.
- Pai Zé é um espríto poderoso que tamém lês os pensamento das pessoa. Mizifi num é pessoa, mas é metido a sabereta igual as pessoa. Intão eu sei tudo que ocê tá pensano sobre esse preto véio com cachimbo de Popeye!
Estupefato, o urubu quase teve um troço. Ele tinha acabado de comparar Pai Zé com o Popeye! Hum... Esse velhinho era esperto e tal, mas ele não tinha computador, então era melhor sair logo dali e ir filar um cigarrinho, antes que o careca saísse do fumódromo para pegar um cafezinho e voltar para sua “baia”.
- Ok Pai Zé, prazer lhe conhecer em espectro e ectoplasma, mas tenho que ir.
- Pai Zé tá com pressa tamém, já recebi um chamado duma moça qui num consegue abrí o ICQ on láine. Mas antes, vô dá um passe no mizifi urubu, qui tá muito carregado. Vassuncê tem qui tomá cuidado cas carniça qui come, vassuncê tem tamém qui si conformá com sua condição de urubu. Um urubu nunca vai sê um pavão.
- Ei! Peralá! Não quero ser pavão nem quero me acostumar com nada! Gosto da minha condição de urubu – animal e quase irracional, movido por instintos. Só que ocupo minha mente para não cai na inércia do cotidiano. A inércia é um grande mal da atualidade, ainda pior que a acomodação.
- ÊÊ mizifi, fecha essa tramela – Pai Zé deu uma baforada de cachimbo no bico do urubu – e reza com zi nêgo: “sô urubu, sô preto e sô forte. Vivo à sombra da morte. Não a temo porque ela me alimenta. Nada me atormenta. Tenho sorte de ser urubu. Posso mandá os outro pegá a rima e í passeá.”
- ???? Que é isso, Pai Zé?
- Fecha o bico e se concentra. Vassuncê carrega a sombra dos desencarnados. Vassuncê tem que rezar antes de comê as caniça pra se libertá de ser a continuidade da podridão.
- Quê?
- É isso memo. Mizifi nunca pensô que dá continuidade à podridão do ser humano que tanto critica? Que na cadeia alimentar, está antes somente dos decompositô, os último da cadeia? Vassuncê se alimenta de carne em putrefação. Mizifi urubu se arvora de ser esperto, de ser animal, de não ter que se utilizar de convenções para responder aos seus instintos mais primários e de não ser destrutivo ao ambiente como os humanos. Mas vassuncê é uma sombra que come o que não presta, não produz, vive para ver a morte alheia e sorver o resto daqueles que tanto critica. ÊÊÊÊ, discupa, esse nego ás veiz recebe as influência dum espríto filósofo faladô. ÊÊ, sai pra lá!

E desapareceu, fumacinha no céu, confundindo-se com a poluição da Berrine. Nesse momento, o urubu estava quase a chorar. Nunca tinha pensado em si desta maneira. Nunca tinha pensado ser perpetuador da podridão. O que fazer? Virar vegetariano? Precisava de um cigarro, o quanto antes. Voou mais um pouco e logo viu a careca familiar e a camisa azul clara: era o Marco Aurélio, a olhar para o horizonte do Projeto Cingapura e a pensar na morte da bezerra.

- Aí, tem um cigarro? Preciso de um urgentemente.
- Nossa! Você! Aconteceu algo bizarro comigo.
- Não mais que comigo.
- Acabei de ter uma visão, um velhinho que se dizia Pai Zé das Intenéti. Apareceu do nada e me fez rezar um troço mui piegas.
- Você também? Ué, você acredita nessas coisas?
- Não, mas eu vi. E ele disse que minha energia está negativa, e isto está influenciando as máquinas aqui do trampo. Esses dias é só pepino que me aparece. Disse que tenho que me purificar através de um despacho.
- Caraca! Esse tiozinho é foda! Despacho do quê?
- Penas e bico de um urubu, com farofa e um mouse. Tudo em cima de um teclado ergonômico com botões de fácil navegação. Devo dizer algo do tipo: “vai urubu, manda essas energia passeá”. Isso te diz alguma coisa?

E o urubu percebeu um lampejo de interesse maldoso naquele olhar sempre bondoso de Marco.

- Ei Marco! O que há? Você sempre foi cético! Você não crê nessas parafernálias. Você sapateia no rabo do demo! Você...

Mas Marco só olhou novamente, um olhar de esguelha, um olhar estranho... E o urubu saiu voando, em círculos tortos, assustado. Saiu gritando aos quatro ventos que viraria um vegetariano produtivo, e que antes de questionar o outro questionaria a si. Quem olhasse da Marginal para o céu, veria um urubu desgovernado a emitir sons estranhos.

No mesmo instante, Marco disse baixinho:

- Aê Pai Zé! Valeu pela idéia! Eu não sei o que você é, nem sei se isso foi alucinação. Mas o importante é que aquele urubu que se acha minha consciência não volta tão cedo com aquela mordacidade de sempre.

E uma vozinha cheia de candura respondeu:

- Pai Zé tá aqui pra ajudá os mizifi bom de coração. Mas não se esqueça da promessa: VOCÊ VAI FAZER UM VÍDEO DANÇANDO O TCHAN EM RITMO DE BLUES. Senão Pai Zé manda o urubu voltar, e ainda pior!

E a voz sumiu...
 

 
Links

Acrescentei aí ao lado alguns links. Deixei acumular alguns, mas como minha mente anda meio reumática, peço desculpas se esqueci de alguém que venha sempre por aqui a visitar-me. Vamos lá, por ordem alfabética, pra ser democrática:

Ask the Cow: o Lelê faz fronhonhóim, pôxa! E ainda por cima sabe música do Ivan Lins.

Casa da Pri: blog da apaixonadérrima Priscila, que também adora gatos. E ainda faz o namorado andar pelo parapeito para salvar o gato da vizinha!

Emotionrélio: preciso falar algo? É Marco Aurélio!! E em versões variadas, a exercitar seu narcisismo e sua critividade sem limites.

Eu Diria que...: Fer, a musa de Marco. Peraí, se eu sou musa, e ela também é, somos rivais (dã)! Yes! Ou não: podemos concluir que Marco é um fominha. Enfim, o fato é que Fer, fã de Beto Barbosa, é uma moça muuuito gente fina e engraçada, que sabe brincar de "complete a música" no ICQ e usa gravata. Igual a Avril Lavigne (e vou apanhar por essa)

Koko do Bruno: originalmente Koko do Lôko, do ex Hemp Core, atual Ninguém, mas também conhecido como Bruno, o belo. Coloquei Koko do Bruno porque ele nem é mais tão louco. Atualmente tem uma mania inexplicável de tomar Fanta Morango e Ki-Suco de morango. O que já o qualifica como louco.

Menina da Torre: a menina mais apaixonada. Mas além de escrever muito e de namorar o Risadinha, ela namora a Paula Foschia. E faz propostas indecentes a incautas paulistanas que gostam negões. Eita!

No me diga tonterias, Mujer!: a internacional Flavia, que é brasileira, tem um blog com título em espanhol e mora em Paris. Uma mulher que fala sobre tudo e é muuuito bem-humorada.

Quelque Chose d'Autre: Giovana e sua cachorrinha Pachanga - que é igual ao Ajudante do Papai Noel, dos Simpsons. Essa menina é uma trilingüe muito chique, que coloca "Come away with me" da Norah Jones para tocar no celular.
 

21/05/2003
 
PRIMÓRDIOS

Em algum lugar bem perto daqui...

No começo tudo eram sentidos. Ele acordava, olhava o dia e sentia o sol ou o vento, sem, no entanto, ter nenhum questionamento e explicação a respeito. Ele simplesmente sentia a quentura do sol e o frescor do vento porque era assim que sempre foi. E assim era também com ela. Eles se olhavam e faziam o que queriam por pura necessidade fisiológica. Algo inexplicável, e a que eles se entregavam sem constrangimento nenhum, porque nunca pararam para pensar nisso. O pensamento ainda estava nos princípios de seu desenvolvimento.
E assim era a vida dele e dela: baseada no sentir.

Um belo dia, ele acordou e ao invés de sentir o calor do sol e o frescor da brisa, resolveu olhá-los com adoração. Que astro maravilhoso que lhe proporcionava o que precisava! Que vento gostoso que lhe refrescava! E, ao olhar para ela, viu que criatura perfeita! Como era bom estar ao seu lado e como era bom tê-la. E, pela primeira vez, eles desenvolveram sentimento e afeto pelo que os cercava. O pensamento, mais desenvolvido, os fez não somente sentir, mas também criar vínculos. E assim era a vida dele e dela: baseada nos sentimentos proporcionados pelas sensações que antes os bastavam.

Mais algum tempo se passou, e ele começou a pensar por que o sol brilhava e lhe dava aquele calor. Por que o vento soprava e mexia tudo ao seu redor. Por que aquela mulher falava tanto. Por sua vez, ela começou a questionar sobre o brilho do sol, sobre o movimento das coisas ao ventar, e também começou a questionar por que aquele homem era incompreensivo com ela. Além de sentir, além de ter sentimentos, além de ter vínculos estabelecidos com o mundo ao redor, eles também passaram a questionar. E assim era a vida deles: baseada nas soluções que encontravam pros questionamentos que tinham a partir dos sentimentos que desenvolviam no simples sentir.

Infelizmente não parou por aí. Eles poderiam ter continuado sua evolução com o sentir, com o estabelecer vínculo, com o questionar e buscar respostas às dúvidas. Mas eles se enveredaram por outros caminhos, tortuosos, e que decidiram o curso da humanidade a partir daí. Eles resolveram dar explicações sobre o que faziam e resolveram condenar quem não fizesse coisas de acordo com seus conceitos, e resolveram condenar aquilo que não podiam compreender. Criaram guerras, e durante milênios e milênios a preocupação maior era o outro, mas o outro de uma maneira triste: o que o outro vai pensar, o outro faz errado, o outro é pior ou melhor, o outro é muito diferente.

Nada disso deveria ter acontecido. Eles deveriam ter percebido que buscar explicações não é racionalizar tudo e todos. Que o sentir não tem que ser explicado, e sim sentido, como o próprio nome diz. Que sentimentos devem sim ser controlados, mas não tolhidos nem exterminados. Deviam ter percebido que aquela sensação de sol, de vento, de vontade de estar ao lado não precisava de explicação, porque não tem explicação. E essa falta de explicação é que torna tudo tão gostoso. Eles deviam ter percebido que tolerar, aceitar diferenças, e não condenar pura e simplesmente, fazem parte da evolução. Que evolução não é somente encontrar explicações razoáveis e até mesmo palpáveis para tudo o que se vê e sente. Mas sim encontrar o equilíbrio certo entre sentir, ter afeto, amar, questionar, explicar e agir. Porque tudo isso, junto e equilibrado, é o que os faz humanos.
 

20/05/2003
 
Continuação

É o seguinte: eu já falei tudo o que queria falar sobre o Lenny Kravitz nesse texto do 02 neurônio. Hoje em dia eu não escreveria esse inflamado texto, por diversos motivos. Mas ainda acho o Lenny lindo, eu adoro negros, acho que ele é maravilhoso e charmoso, e gosto não se discute. Se ele é bom músico, não cabe a mim julgar. Eu gosto sim das músicas dele, sei as letras, sei cantar várias. Se ele é modelinho aparecido metido a cantor, também não quero saber. A única pessoa no mundo com quem discuti sobre isso é o menino mais lindo do mundo, e nós nem lembramos mais de nossa discussão. E falar do Lenny é também um tipo de brincadeira que faço, bem piada interna.

Enfim, ainda assim, fiquei indignada com essa letra horrível. Eu já sabia que seria algo sofrível, mas nunca pensei em ler algo do tipo "carinho animal, sensacional e fatal". É pior que rimar amor com dor; e o final "fez de novo, gostoso, me enlouqueceu" é de péssimo gosto. Mas o que estou falando? Todos já sabem que versões são uma merda, e eu nem deveria dar crédito a isso. Mas isso tudo foi somente um preâmbulo para mostrar-lhes a minha nova criação. Minha e do Marco, quero dizer. Claro, se fazer versões dá dinheiro, queremos mais é adentrar nesse lucrativo mercado! Vejam o lirismo dessa poesia:

O seu amor me trouxe tanta dor
Não sei o que fazer, venha me socorrer

Seu carinho sensacional, aquele amor gostoso* fatal
Mas hoje já murchou a flor, a flor do meu amor

Você me lambendo animal**
E o anão mergulhando no mingau
No mingauuuuuuuuuuu

Seu carinho sensacional, aquele amor gostoso* fatal
Mas hoje já murchou a flor, a flor do meu amor
(repita 567689800 vezes)

*: originalmente "foda animal" preferimos substituir por "amor gostoso" porque é sempre assim em pagodes e afins. Sempre utilizam eufemismos ridículos para falar sobre sexo. E já que o negócio é ser brega, quer coisa mais brega que falar "fazer um amor gostoso"?

**originalmente "lambendo meu pau" (ops, sem censuras, somos artistas livres para criar), mas precisava de um eufemismo. O que eu poderia dizer? Enfim, preferi assim, senão a gente não faz sucesso.

E o melhor é que qualquer um pode ser criador de letras imbecis! Basta ativar a tecla "idiota" em você e pensar naqueles poemas que você fazia com 6 anos de idade. Vamos lá, seja criativo!!!

 

 
MINHA FANTASIA - que um carinho animal seja um ornitorrinco tarado correndo atrás de quem fez isso:

Querem chorar? Querem ter fortes emoções? Querem passar mal de tanto rir? Não? Então não leiam o que vem a seguir. Chamam de poesia, música, mas eu ainda acho que é um atentado a tudo: aos meus, aos seus, aos nossos ouvidos. A versão não tem nada a ver com a letra original. NADA. Ok, é versão, dã. Mas a melodia não tem a ver também. Como Lilla me disse, já imaginaram Lenny Kravitz cantando essa porra de "la la la ra ra ra"? (Continua...)

A Minha Fantasia
(Lenny kravitz / versão alexandre Pires / Fernando Pires)

A minha fantasia Era te ter um dia
Não esperava assim tão de repente
Lá, láláiáláiá

Nada mal Nós dois juntinhos Sensacional
Foi fatal O seu carinho, Carinho animal

A minha fantasia Era te ter um dia
Não esperava assim tão de repente

Você sair da linha E viajar na minha
Aconteceu Te quero novamente
Só ficar depois me deixa
Você tentou mais não me esqueceu

O dia amanhecendo e você querendo mais
Fez de novo, gostoso, me enlouqueceu

Láláiáláiá
láláiáláiá.

 

19/05/2003
 
Festa

Quem foi já comentou. Sou uma atrasilda que hoje está no seu mais alto grau de falta total de inspiração. Claro que fui à festa de Marco, não deixaria de ir, mesmo sendo lá onde o vento faz a curva e depois de onde Judas perdeu as botas. Mas o que dizer de um cara que move pessoas de lugares "longínquos" pra outro lugar longínquo? Esse Marco tem mesmo a força, e todos sabemos disso. Festa muito boa, sem contar que a balada começou na ida, porque a água da casa da Maninha deve ter pinga, e eu fui o caminho todo falando coisas imprestáveis. Claro que Lilla, minha irmã, sempre colabora e a EuMesma está soltando as suas besteirolas também (ui). Uma delícia ver todo mundo reunido, ver pessoas felizes, ver o Marco saracoteando de lá para cá, arriscando passos de John Travolta, literalmente saltitando de um lado para outro para falar com todos e dar atenção a todos. Foi uma festa que me fez feliz, desde a preparação da ida (Camila ligou para a galera sábado no começo da tarde para não ter perrengue, e foi laçar a Lilla para ela não deixar de ir) até a volta, onde capotei no carro e só acordei perto de casa. Adoro dormir no carro na volta da balada (não, eu nunca dirijo porque não dirijo mesmo).

Marco, meu querido, ia fazer uma declaração ma-ra-vi-lho-sa e explicar a todos a [interna] emoção que é ser sua musa [/interna]. Mas você deixou minha foto com cara de monstrengo do lago Ness lá no meio das outras. Portanto, só digo que você é um bobo.

TRRIMMMMMMM
Romeu, eu não sei o que aconteceu, espero que estejas bem. Mas esperei o "tstãm tstãm" do meu celular tocar para conversarmos, finalmente, e nada! Poxa, o que dizer? A festa tava linda e o chocolate quente cheio de chocolate derretido ficou lá, fumegante. Tudo bem, o pas-de-deux pode esperar!

X-MEN
Finalmente assisti! Amei o filme, nem tenho o que dizer. Mas vi ali uma parábola sobre aceitação. Bah, todo mundo sabe disso. O diretor é gay, a hora que o IceMan conta aos pais que é um mutante pode ser uma referência a contar aos pais que se é gay, bla bla bla, todos já falaram sobre isso. Por que estou falando? Pra criar uma fumaça interpretativa que esconda o real motivo d'eu ter amado o filme, além, é claro, dos efeitos e etc: WOLVERINE! AAAAAAAAI, que TUDO que é aquele homem! Não me importa a cara de caminhoneiro que andaram dizendo que ele tem, porque eu não acho. Pra melhorar, só se o Wolverine fosse negão. UHU!

Pra finalizar, meninas que estavam no carro: "ah manhê, essa mulherada toda no carro?" "ARRRTHURR, páre de besteira, pegue seu babador e venha assistir Teletubbies". E mais: Lilla, o de baixo é do mesmo tamanho do de cima. Eu acho.

Menina da Torre: VOU COBRAR aquilo tudo baby, nem vem. Prometeu, tem que cumprir! HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA
 

16/05/2003
 
Ai ai... Esse Chico... - ou - Black Velvety Skin (e esse titulo é tão hermético que nem eu compreendo...)

O meu amor
Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque


O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
 

 
The Option

Ontem fui à comemoração não oficial do aniversário de Marco Aurélio, o popstar da rádio de Araçoiaba do Alto. O que tenho a dizer a respeito? Ué... Que foi óótemoooo, houve uma sessão básica de super pândegas piadas, mas tenho algo muito sério a dizer: [interna] fronhonhóim. [/interna].
 

15/05/2003
 
Essa tal puber"tarde"

Tem dias em que acordar se sentindo linda é básico e necessário. Acordar, olhar-se no espelho e pensar que você foi gerada num momento ímpar de criatividade e prazer absolutos entre seus pais. Sair para trabalhar toda rebolativa, como se fosse a Gisele Bündchen passareleando por Paris, e não a Camila atravessando a Berrine aos tropeços para pegar o bussão de cada dia. Hoje, por um motivo importante, aliás, de "toneladas", eu tinha que acordar assim, pensando ser uma vaporosa sílfide saltitando entre tulipas. Mas recebi a ingrata visita de Sr. Murphy essa noite. E ao invés de acordar e ver uma sílfide, acordei e vi uma quase ogra adolescente em processo evolutivo. Minha reação foi pensar "caraca, minha pele é a sucursal do Vesúvio!"

Quase saí esfregando areia no rosto pra fazer uma esfoliação, mas lembrei que isso poderia, hipoteticamente, claro, funhanhar com o restante ainda intacto de minha alva pele. Dizem que clara de ovo é bom, mas não havia tempo para fazer um suspiro em meu rosto. Quero sentar na sarjeta e chorar. Não sei o que aconteceu, não comi coisas gordurentas... Pra completar, porque miséria pouca é bobagem, um dos brackets do meu aparelho se soltou. Mas é justamente aquele que segura o arame. Conclusão: sou uma mulher de 24 anos na cara, cara essa toda empipocada, com aparelho nos dentes e um arame solto na boca. "Tipo assim", sou quase uma adolescente e pior, azarada. Justo hoje? HOJE? Droga viu, saco! "Ninguém merece"!

Para celebrar essa minha puberdade fora de hora, vamos lá, cantem a desgraça alheia, porque além de tudo, sou péssima "fazedora" de paródias:

Essa tal puberdade (lembram do SPC em começo de carreira? Do Alexandre Pires com aquele cabelinho mullet étnico e bigodinho? Então, havia a música "Essa tal liberdade". Esse é o tom, Caçulinha! \o\ /o/)

O que é que eu vou fazer com essa tal puberdade,
De pele acabada eu não sei por que
Eu nunca imaginei que justo aos 24,
minha cútis estaria assim tão "detonê"

Eu andei errada, eu espremi tudo,
achei que isso seria minha salvação,
mas só me ferrei, tá tudo inflamado,
Tô tipo, parecida com o cramulhão.

Quero solução, eu vou "me" passar
Areia nessa pele feia
Quero um creminho, ou coisa que o valha,
vou é cobrir meu rosto com uma toalha...
 

14/05/2003
 
Quero me adiantar. Quero ser uma das primeiras! Por isso...

Era uma vez...

Era uma vez uma mocinha perdida. Uma mocinha que andava sem graça, que estava tristinha, macambúúzia... Um dia, essa mocinha conheceu um mocinho. Um mocinho sim, apesar do tamanho de sua cabeçorra careca. E esse mocinho resolveu gostar da mocinha. Mas não somente gostou. Ele trouxe poesia à vida dessa mocinha. Ele mostrou à ela, mesmo sem querer, coisas que ela jamais enxergaria se não fosse através de alguém especial como ele.

Mas, como tudo na vida não ocorre sempre como a gente manda, como astros nem sempre colidem por causa do tamanho imenso do espaço, eles não ficaram juntos. Mas dali, nasceu uma relação de amizade sincera e um carinho absurdamente grandes. Essa mocinha ama o mocinho e fala isso pra todo mundo. Ama simplesmente porque ele é uma pessoa linda. LINDA. Uma pessoa boa, sincera, querida. E que escreve orelhas e é amigo de urubus!

Marco, você sabe o quanto torço por ti. Você sabe o quanto gosto de você. Outro dia você me disse que agradecia por eu fazer parte da sua vida, mas eu é que agradeço por ter te conhecido. Ai, esse post tá melado demais, afe maria, tá escorrendo mel disso aqui... Seguinte, mano: eu te amo e você sabe disso. E se um dia duvidar, eu mando aquela horda de negões com estrovengas descomunais praticarem um ato sexual voluptuoso e animalesco envolvendo sua pessoa, seu corpinho, seu subilatório e areia. Muita areia. Entendeu?!

PARABÉNS, MARCO!!!!!!

 

 
Homenagem singela a todas as meninas que quiseram ser bailarinas....

CIRANDA DA BAILARINA
Edu Lobo / Chico Buarque

Procurando bem, todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba,
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira, berruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem.
Futucando bem, todo mundo tem piolho
Ou cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida, nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem.
Não livra ninguém, todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da manhã
Teve escarlatina ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente, medo de cair, gente
Medo de vertigem quem não tem?
Confessando bem todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha, bigode de groselha
Calcinha um pouco velha ela não tem.
O padre também pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília, goteira na vasilha
Problema na família quem não tem?

A BAILARINA
Toquinho, Mutinho

Um, dois, três e quatro,
Dobro a perna e dou um salto,
Viro e me viro ao revés.
Se eu caio conto até dez.
Depois, essa lenga-lenga
Toda recomeça
Puxa vida, ora essa!
Vivo na ponta dos pés.
Quando sou criança
Viro orgulho da família:
Giro em meia ponta
Sobre minha sapatilha.
Quando sou brinquedo
Me dão corda sem parar.
Se a corda não acaba
Eu não paro de dançar.
Sem querer esnobar
Sei bem fazer um gran de car.
E pra um bom salto acontecer
Me abaixo num demi plier.
Sinto de repente
Uma sensação de orgulho
Se ao contrário de um mergulho
Pulo no ar num gran geté.
Quando estou num palco
Entre luzes a brilhar,
Eu me sinto um pássaro
A voar, voar, voar.
Toda bailarina pela vida vai levar
Sua doce sina de dançar, dançar, dançar.
 

 
Deu erro. ERRO. Droga de blogger.
 

 
A noite em que Francisco Cuoco me agarrou (Nem Freud explica)

Eu estava andando por uma rua com uma iluminação amarelada. Era tarde, e eu estava sozinha. De repente, um homem me agarrou. Nem vi quem era, mas tentei, em vão, me desvencilhar. Quando olhei, era o FRANCISCO CUOCO. Pior: vestido de "Carlão", aquele personagem onde ele era um taxista que acha uma mala de dinheiro. Usava camisa branca justa e meio transparente. Podem imaginar que maravilha. Eu tentei gritar, mas minha voz não saía. Aí ele me soltou e disse: "se eu quisesse, teria te arrastado, e depois ainda te afogava ali no rio". Pensei "que rio?" E aí vi que seria o córrego ali da Berrine. Acordei quase aos berros, pensando que raio de sonho imbecil tinha sido esse. Ser afogada no córrego da Berrine depois de ser agarrada pelo Carlão Francisco Cuoco depois do sucesso e no bico do corvo. Ai, essa imaginação onírica...
 

 
Tempo Bom... ("essa menina tão pequenina quer ser bailarina...")

Houve um tempo em minha vida em que o máximo era ir pra escola, e comer lanche da minha lancheira cor-de-rosa, e brincar na rua de "Chacrinha" ou tentar andar na bicicleta sem rodinhas. Com uns sete anos, minha vida era boa, muito boa, e eu podia ficar em casa de manhã com a minha avó, assistindo "He-Man" e sendo muito paparicada. Eu era a única neta, filha e sobrinha naquela época, e era uma alegria só. Eu gostava muito de ir à escola, de verdade, pois tinha a Professora Maria Júlia, que nos mergulhava a cada dia nos universos da leitura e escrita, além disso, eu tinha meus amigos, que estudaram comigo até a cruel adolescência.

Minha escola era muito boa, e eu sempre soube disso. Tive a maior confirmação disso anos mais tarde, ao fazer estágio para o magistério em escolas públicas, e comparar o que tive ao que vi. A professora Maria Júlia nos alfabetizou com Cecília Meirelles e seu livro "Ou isto ou aquilo". Vocês podem imaginar isso? Uma criança sendo alfabetizada com Cecília Meirelles? Através dos poemas infantis da autora, eu e alguns dos meus amigos adquirimos mais gosto pela leitura. Era uma delícia me imaginar na Chácara do Chico Bolacha ou achar que eu era a Arabela que molhava a flor amarela. Mas o que eu queria mesmo era ser bailarina, a bailarina que ficava na ponta dos pés e que sorria. Meu sonho infantil sempre foi ser bailarina. Eu achava que bailarinas eram seres iluminados, que estavam bem próximos às fadas (isso foi, em parte, reforçado também pela música "Bailarina" do disco "Grande Circo Místico" do Edu Lobo e Chico Buarque, música que resumidamente colocava a bailarina acima dos seres viventes). O tempo passou, acho que hoje em dia não levo jeito para bailar, e tenho vontade de aprender street dance. Mas ainda adoro o poema "A bailarina" e ainda acho que bailarinas são quase fadas...

A Bailarina

Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorri
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar
Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina
Mas depois esquece todas as danças
E também quer dormir como as outras crianças


É, nostalgia pura... Snif snif... Acho que na próxima encarnação serei cheia dos démi-pliés e frou-frous.
 

13/05/2003
 
Mais uma de um "dotorando" - ou - Quase que Camilinha se vai, mais uma vez (acho que ainda morro disso)

Ao telefone...

- Camila, eu não acredito que tirei tal nota na tradução! Vocês ferraram minha vida, meu Deus. Eu traduzi linha por linha, palavra por palavra, minha nota está errada, só pode estar.
- Senhor fulano, a média final não é definida por nós. De maneira alguma nós, como Instiutição, teríamos a intenção de prejudicar alguma pessoa. Além disso, traduzir palavra por palavra não é garantia de que as palavras traduzidas estejam corretas ou que o texto final esteja coerente, bla bla bla bla e muitos blas.
- Eu não acredito. Se eu encontrar você vou te enforcar!
- Senhor fulano, não sou eu quem corrige as traduções. Elas são corrigidas por um profissional especializado.
- É? Não é você?
- Não. Eu ministro as provas e corrijo outras provas, mas a tradução não.
- Olha, eu estou muito nervoso, nossa senhora. Olha, eu estou inconformado, mas tudo bem. Você me desculpa, viu?! Desculpe qualquer grosseria, mas é que esse resultado me atrapalhou.
- Eu entendo. Até logo.

Desliguei o telefone rindo. O meu "até logo" foi frio, mas o que eu poderia fazer? O que se faz diante de uma situação como essa? Algum psicólogo lê esse blog?
 

 
Ortografia - ou - Camila volta ao primário

Hoje cometi dois erros de ortografia, percebidos por dois amigos queridos. Um, no último post. Escrevi "excessão". Fui corrigida por Mark Aurrell. É EXCEÇÃO! O outro, num e-mail prum amigo que mora lááááá nos States. Escrevi "anciosamente". É ANSIOSAMENTE! Valeu Marco, valeu Paulo!

Ai, se minhas professoras do colégio vissem isso.... Mas tudo bem, nunca mais eu erro essas duas palavrinhas... Atenção: aceito correções, desde que de amigos que sabem mesmo escrever. Patrulha da ortografia blogueira, stay away from me.
 

12/05/2003
 
A Falsa Modernidade que permeia nossas vidas

Há tempos tenho notado um fenômeno que se alastra dentre as pessoas: é a falsa modernidade. O que vem a ser isso? É quase um falso moralismo, mas menos americanizado. Todos sabemos o quão os Estados Unidos são a nação do falso moralismo, mas o que dizer aqui de nosso país, nosso estado, nossa cidade, e, mais especificamente, dos nossos amigos, das pessoas que convivem conosco?

O falso moderno é obviamente aquele que se diz moderno, mas têm conceitos ultrapassados tão arraigados que nem percebe que os utiliza. Simplesmente porque os conceitos são parte dele. Mas o problema é que notei que todos temos um pouco de falsos modernos. Sim, sim; porque a maioria de nós preconiza revoluções, vai contra a maré, diz que não aceita tal e tal coisa. Mas aí, na hora de se relacionar, age como se estivesse na Idade da Pedra. Na hora de relacionar, coloca muros e hastia bandeiras, e generaliza, e dita frases que começam com "elas são assim, não tem como mudar" ou ainda "não sou eu, é todo mundo que pensa assim, então já é algo cultural".

Porra. Quem disse que anos e anos de pensamento tosco arraigado no senso-comum têm que ser mantidos? Me digam: por que não pode existir amizade entre homem e mulher? Por que mulher não deve transar no primeiro encontro? Por que devem existir mulheres "pra casar" e mulheres "pra transar"? Por que homens sempre querem só transar e nunca querem se envolver a princípio?

Não, não me venha falar que você nunca pensou assim. Somos estimulados a pensar dessa maneira colonial e, se você não compartilha desses pensamentos, agradeço a Deus e digo: puxa, você é exceção. Não quero generalizar, nem fazer parte de nenhum tipo de revolução internética pela liberação feminina. Não tem NADA a ver com isso.

Mas outro dia discuti com um amigo, que disse que não tem amigas. Olhei assustada, e ele disse: "é, aparece pelada na minha frente pra você ver pra onde vai a amizade". Fernando Bonassi, na revista da Folha, e minha amiga Dea, num bate-papo pré cinema, disseram sabiamente algo parecido: quem disse que amizade tem a ver com castidade? Quem disse que a amizade exclui a libido? Quem disse que, ao sentir atração por um amigo, sua amizade seja menos verdadeira? Bah, é tudo balela. Atração é normal de se sentir em se tratando do sexo oposto. Se essa atração vai vingar ou não, já é um problema de cada um. Me sinto mal ao ouvir um cara dizer que não tem amigas mulheres. Porque isso reforça a idéia de que mulher serve apenas para procriação. Para fodelança. Para namorar. Casar e afins. E quem determinou isso?????

Eu já me peguei censurando amigas que haviam transado no primeiro encontro. Admito, já censurei sim. Não pretendo dizer: "mulherada, sai liberando que a coisa é fantástica!" A coisa, ou sexo, é sempre fantástico, quando acontece quando os dois estão a fim. Se é na primeira ou na décima, vai de cada um. É simples assim. Mas, infelizmente, outro dia ouvi de outro amigo que mulher que transa no primeiro encontro não se dá valor. Porra! Por quê? Porque quis? Então, homens podem ter tesão e dar vazão a isso, mas mulheres têm que se segurar? E aí, depois, eu tive que ouvir que um homem nunca vai querer conhecer profundamente uma mulher que transa no primeiro encontro. O pior, é saber que pra grande parte dos caras é assim mesmo, infelizmente. Porque por mais que digamos que conquistamos direitos, nós, mulheres, também estimulamos esse machismo do falso moderno. Generalizar é sim criar barreiras.

Outra coisa que me deixa indignada é esse papo de "fulana serve pra casar". Por quê? Por acaso hoje em dia se casa por "bom comportamento", tal qual um preso é colocado em condicional? Assustador esse paralelo, não? Mas é péssimo separar quem serve ou não pra casar, ainda mais hoje em dia, onde divórcios acontecem a cada 5 minutos. Pelo que eu saiba, a decisão de se casar parte do amor, do respeito, da honestidade, do sentimento maior que pode unir dois seres. E não do perfil se encaixar ou não nos preceitos casadoiros. Em pleno século XXI, ainda temos pensamento de que mulher deve ser preparada para casar. Nós, que trabalhamos, estudamos, somos categorizadas como "boa pra casar" ou "boa pra transar". Lamentável. Diz-se que determinados comportamentos indicam que a mulher não é de confiança. A pessoa pode ter agido mal uma vez, e por isso nunca vai mudar? Pau que nasce torto, morre torto? Eu acho que sou uma besta que ainda acredita na capacidade humana de ponderar, reconsiderar e mudar - ainda acho que essa capacidade é o que deveria nos distanciar mais da condição de Homo Erectus e nos aproximar mais da condição de Homo Sapiens Sapiens.

Mais uma vez, digo que minha intenção não é dicotomizar ainda mais a relação homem-mulher. Também não acho que somos iguais. Acho que nos complementamos, e são justamente as diferenças que tornam nossa relação proveitosa. Mas determinados conceitos são até mesmo desrespeitosos. Diferentes em algumas coisas sim. Mas sempre com respeito, muito respeito. E sem conceitos medievais, por favor. Os tempos vêm mudando há séculos, os conceitos, as visões, as percepções de vida sempre se adaptam. Isso serve também para mim. Eu também, de tempos em tempos, sou obrigada a rever os meus conceitos.
 

 
Sabem...

Tem dias em que eu fico o dia todo atualizando minha caixa de e-mails para ver se recebo alguma coisa legal. Alguma mensagem para eu responder no ato. Alguma mensagem que me faça sorrir. Festejar. Pular. Hoje foi um dia assim, e claro, Murphy deu o ar de sua graça. Minhas amigas fofésimas mandaram e-mails. Mas e-mails breves (Lilla até me mostrou seu lado 007). Agora, pergunta se algum amigOOOOO me mandou algum e-mail? Claro que não!

(Camila é um ser extremamente cara-de-pau, pois geralmente leva alguns dias para responder e-mails. O que isso significa? Não sei, mas o médico pediu que ninguém me contrariasse....)
 

 
Esse é o famoso 16 toneladas... Agora vem, vai, se embale na nossa... Esse samba é quente e tira qualquer um da fossa...

Pois é. O que fiz nesse finde? Fui ao show do Funk como le Gusta de "grátis" no Centro Cultural São Paulo. Vocês já ouviram? Ouçam, é muito bom. Até Lilla Revo-Styler, a menina rock and roll, adorou. Agora que já tive meu momento "promova a banda", quero deixar uma coisa bem clara:

Lilla, Maninha, EuMesma, ReOx: cês são foda, minas! ;-)

Por enquanto é só. Me falta inspiração e tempo.
 

09/05/2003
 
Drops Perguntadeiros

1: Esse mundo está mesmo perdido. Polzonoff
comentou aqui que o "Só pra contrariar" vai gravar uma música do Lenny. Pensei: ai caralho, espero que isso não aconteça e que eles não resolvam fazer uma versão em português (versões são sempre péssimas, não tem nada a ver e as rimas seguem a mesma temática das músicas desse pessoal: "meu amor, você me deixou, sinto tanta dor... Meu peito, nem respiro direito, desse jeito não vou aguentar. Quero morrer, quero te ver, volta pra mim, não me deixe assim"). Aí Lilla, minha amiga Revo Styler, confirmou que eles gravaram mesmo. Pelo jeito, foi "Baby it ain't over 'till its over". Agora, por favor: alguém sabe se eles passaram a música pro português? Porque já estou rindo só de imaginar as pérolas que devem ter sido criadas a partir disso.


2: Minha mãe me dá muito apoio. Ontem ela virou para mim e concluiu sabiamente: "Nossa, você vai colocar aparelho, não vai mais poder beijar na boca!" De pronto, eu disse que não havia relação entre uma coisa e outra e que não atrapalha em nada. Mas então, quem já usou aparelho, me responda: respondi certo ou terei que me abster dessa maravilha durante dois anos? Estou chorando já.

3: Vocês já ouviram falar em telefonocídio? Pois então, cometerei um desses logo mais.
 

 
E ontem, ao telefone...

98% fictício

Tãm tstãm tstãm tãm (enquanto pessoas chiques colocam "Come away with me" para tocar no celular, eu me contento com qualquer coisa que não seja: Pour Elise, William Tell e aquele barulho de pernilongo manco)
- Alô?
- Hi! É Camila?
- Sim, quem é?
- Oi Camila. Aqui é Lenny.
- Quê? Lena? Ué, mas Lena, sua voz...
- NO! É Lenny! Lenny Kravitz! You know?
- ... (silêncio) ... (mais silêncio) Bã bã... dã dã.... bã... Mas...
- Camila? Está passa bem? Desculpa eu falar errado, eu falar pouco de Português, minha former namorada é brasileiro. Ela taught me uma pouco.
- Bã. Bã. Dã. Ã? Lenny? LENNY? You mean, LENNY?????? Is that you? Really? OH MY GOSH! Holy God! Mother Fucker!
- Yes, that's me. Eu saber que você gostar de meus músicas, e meus agentes viram que você falar de mim em alguns posts. E vi sua fota no weblog daquele sua amigo de Jesus. O Mark Aurrell. E eu descobrir seus dados porque minhas agentes são muito bons.
- What? What? WHAT?????? Lenny, I cannot believe! Please, sing to me. Sing "I belong to you"...
- I belong to you... And you... You belong to me too... You make my life complete... You make me feel so sweet...
(Camila cai no chão, mas logo se recupera. Digo, em partes, pois seu cérebro parece ter sido permanentemente danificado) - Oh! Lenny! You are my sunshine! my only sunshine. No! You are my moonlight! My blue moon, that saw me standing alone...
- Camila, just let me talk. Stop, please. Eu querer te conhecer. Hoje, agora. Eu estar em Brazil disfarçado. Me dar seu address. Eu pick you up em 5 minutas.
- Bã... Dã...
(Camila está quase babando. Se olha no espelho do quarto com cara de abestada, sorrindo largamente. E então a realidade se reflete: ela está sem DOIS DENTES!!!!!! Despenteada!!! De pijama, meias e chinelo! Ou seja: o cúmulo do sex appeal ao cubo. Nem um pacto com o cramulhão a faria ter um pouco de glamour naquele momento. Se enche de coragem e sufoca o choro)
- Lenny, I can't believe I'm gonna do this to you. But I really can't go. I'm not feeling fine tonight, I've got fever this afternoon. SORRY! I love you! Maybe another time...
- O quê? Não poder???????? Mas eu ter muitos shows, come on. I don't know when I'll back to Brazil. Come on, hey ho, let's go!
- Desculpa. Eu não posso mesmo.
- Ok. So... Bye. See you. Buy my CD.
- Maybe you could gimme your phone...
TU TU TU TU

Camila tem um ataque, chora, arranca os cabelos, rola no chão, se finge de morta. E, por fim, num surto, tenta colar os dentes com Super Bonder e é levada às pressas ao hospital. Psiquiátrico.

Lenny pede ao seu agente que disque o número da próxima mulher da lista. Fácil, rápido e indolor.

VIDA, MINHA VIDA.....

ps: querem saber o que são os 2% de realidade desse diálogo? Ué! Os dentes! 1% para cada um!
 

08/05/2003
 
Siga sempre as orientações médicas - ou - Camila gosta de viver "perigosamente"!

Dotô disse: evite explosões de raiva ou situações de stress (claro, eu não vivo em São Paulo) por causa do seu princípio de gastrite.

Dentista disse: não carregue peso, nem corra, porque você levou pontos.

OK!

Hoje pela manhã, ao entrar no auditório para iniciar o exame, as cadeiras estavam todas fora do lugar, o som não funcionava e a mesa para o check-in dos candidatos havia sumido. Camila tem seu primeiro chilique (descurrpa Dr.!) com o rapaz da manutenção:

- Fulano, por que o auditório não está arrumado conforme o memorando enviado a você tal dia?
- Porque teve teatro.
- É? Quando?
- Semana passada.

Camila fulmina o rapaz. Ele parece compreender, e começa a arrumar conforme deveria ter sido arrumado. Mas, para adiantar e não atrasar tudo, Camila começa a carregar cadeiras também (Desculpe Dra. Dentista!). Auditório arrumado, segundo passo: som, pois sem som o exame nem começa.

Camila tenta, em vão, fazer com que o som invada o auditório harmoniosamente. Olha aquele mundaréu de botões e fios e tem vontade de enforcar o primeiro que aparecer por ali, e reza para esse primeiro ser o cara que não leu o memorando. Olha pro saguão da empresa, lotado de candidatos, e quer sumir. No entanto, tem o segundo chilique (desculpe Dr!):

- Fulano, o que aconteceu com o som? Por que não está tudo funcionando conforme orientação dada? Você sabe que esse exame ocorre duas vezes por mês, sempre no mesmo dia da semana. Eu avisei semana passada.
- Porque eu não sei, mas eu nem lembrei que ia ter exame.
- Não lembrou? Ótimo! Porque é novidade mesmo né, esse exame nunca acontece, %$¨T*&%&¨%%¨$%$%$, e eu nunca preciso que tudo esteja em ordem!

Depois de um tempo, um outro rapaz consegue fazer o som do CD funcionar. Camila tem ímpetos de dar um beijo naquele anjo salvador, mas se contém. Peralá. A prova que Camila pegou usa tape, e não CD. Ela sai desembestada pela empresa, sobre três lances de escada aos tropeços para pegar provas que tenham CD. Depois, desce três lances de escada, com os bofes de fora, mas com as provas na mão (Desculpe Dra. Dentista!).

Auditório ok. Som ok. Candidatos alvoroçados. Vamos ao check-in! Mas ops! A mesa... Camila tem seu terceiro chilique:

- Fulano, onde está a mesa que sempre está aqui e que em dia de exame deve sempre estar aqui, conforme eu já disse outras vezes?
- Foi lá pro coffe-break do treinamento!
- É? O treinamento é hoje?
- Não... Foi ontem de manhã...
- ...

Camila tenta desintegrar o rapaz com os olhos, mas não é mutante, e, portanto, falhou na tentativa. Então olha ao redor e vê candidatos olhando para ela anciosamente. Eles são inconvenientes ao telefone, mas não têm culpa desses contratempos. E quanto antes acabar, mais cedo volto pra minha sala.

Camila começa o check-in, dá as instruções, inicia a prova. Tudo corre bem, com um atraso mínimo.

Saldo da manhã: uma Camila com dor nos "estrômbago" e pontos doloridos. Continue assim, mocinha, que o emprego passa, mas "os estrômbago fica" contigo o resto da vida...

Texto escrito na terceira pessoa, pois, à essa hora do dia, eu já me vejo fora do corpo, levitando...
 

 
Embasbacada

(...)porque ceder de verdade é como dançar: você me estende a sua mão, eu giro e pouso a minha mão na sua, e a outra mão no seu ombro. e você laça a minha cintura, e o seu pé direito dá um passo atrás, para que o meu pé esquerdo dê um passo à frente. e o meu pé direito dá um passo atrás, para que o seu pé esquerdo dê um passo à frente.

e no meio das borboletas que a gente tem nas mãos, existem também joaninhas de coisas já acontecidas, que a gente às vezes guarda, e não quer soltar. e para ser feliz, há que se soltar também as joaninhas. despir-se delas. e desnudar-se para nascer de novo, dentro de uma felicidade nova. todos os dias.



Isso é Natygirl. Lindo não? Prefiro nem comentar...
 

 
Survivor

Meninos, eu sobrevivi! Sobrevivi à extração de dois dentes sem sentir dor, sobrevivi a um febrão que tive ontem, sobrevivi a tomar sopinha e comer purê. E cá estou eu de volta, feliz, indo aplicar exame internacional para uns 50 chatinhos... ops! 50 candidatinhos. Só um minuto que ouvi alguém me chamar...

- Camisaura, volta pro pelô!
- Tô indo sinhô, tô indo!
(Música incidental: le lererere lererererere)


Acabei de ler no blog do Romeu que "Não é civilizado começar alguma coisa antes das dez da manhã". É ou não é verdade?

< interna > ESSA VIDA ME MALTRATA
ESTOU VIRANDO PSICOPATA! < / interna >
 

 
ÃPIDEITI

Por culpa do Drogger, postei duas vezes a mesma coisa. Aí, hoje à tarde, estava numa brincadeirinha de "complete a música" com o Marcorelha e "cantamos" essa música por ICQ (sim, é uma brincadeira besta, mas "nóis gosta"). Eu gosto muito dela, e gosto muito de Caetano, e gosto muito do Marco (meu "ex-inspirado"). Portanto, aí vai.

TÁ COMBINADO
(Caetano Veloso)


Então tá combinado,é quase nada
É tudo somente sexo e amizade.
Não tem nenhum engano nem mistério.
É tudo só brincadeira e verdade.
Podermos ver o mundo juntos,
Sermos dois e sermos muitos,
Nos sabermos sós sem estarmos sós.
Abrirmos a cabeça
Para que afinal floreça
O mais que humano em nós.
Então tá tudo dito
E é tão bonito
E eu acredito
Num claro futuro
de música,ternura e aventura
Pro equilibrista em cima do muro.
Mas e se o amor pra nós chegar,
De nós,de algum lugar
Com todo o seu tenebroso esplendor?
Mas e se o amor já está,
se há muito tempo que chegou
E só nos enganou?
Então não fale nada,
Apague a estrada que seu caminhar já desenhou
Porque toda razão,toda palavra
Vale nada quando chega o amor
 

06/05/2003
 
A Caminho da Baranguice - ou - Início do Processo de Baranguização

Hoje será quase impossível postar mais que isso. Tenho toneladas de coisas a fazer, sem contar que sairei uma horinha mais cedo. DENTISTA. Droga. Dentista, com direito à extração de dois dentes, para, ainda essa semana, colocar um dos ícones da baranguice humana: o aparelho ortodôntico. Ok, ok, o resultado compensa o esforço. Mas nem me venham falar que aqueles trilhos de estrada de ferro são charmosos. Poupem-me. Os próximos passos serão deixar uma franja que vem desde o cocoruto até as sobrancelhas, um óculos de aro grosso e calça semi-bag: voilà! Camila em versão Betty, a feia.

Nem vou reclamar muito, porque tenho absoluta certeza que serão dois anos de ferro, mas o resto da vida de sorriso Colgate Tripla-Ação. O castor que se cuide!
 

05/05/2003
 
Camilyanna

Nunca consegui ler "Pollyanna" inteiro. Porque é chato. É muito chato alguém dizendo o tempo todo que o mundo é lindo e a vida é bela, mas também é muito chato alguém que ache que está tudo uma merda o tempo todo. Por isso que o caminho do meio é o ideal, já dizem os budistas. Inclusive, já que falei sobre ele hoje, acho que a Pollyanna deveria se casar com o carinha feliz dos comerciais das Casas Bahia. Ambos seriam felizes, com seus móveis novos, e se mudariam pruma ilha deserta, pra espalhar felicidade entre grãos de areia, mar e gaivotas. Depois de alguns meses, um matava o outro.

Mas preciso dizer. Há uma coisa que me deixou alegre. Uma fantasia, mas não erótica. Digamos que seria uma fantasia quase sensual: o que me deixaria muito feliz hoje, seria ter o Lenny Kravitz sussurrando em meu ouvido "I belong to you.... and you... you belong to me too...". Aí ele faria uma massagem com óleos relaxantes em mim, e me faria dormir, com um cafunezinho gostoso. hahahahahaha, e eu acordaria feliz e a partir daí cada um decide o final. Ai, só de imaginar já fiquei até calminha.

Olha... eu até aceitaria um negão com carro de video-clipe, cheiroso, com bocão e que canta outra coisa. Mas deixe pra lá.


 

 
Então, esse espaço é para eu desestrassar, né?! Ótimo. Perdoem-me, mas eu preciso gritar. Tapem os ouvidos ou voltem outra hora. E a propósito, eu dispenso qualquer comentário de Pollyannas de plantão.

Sabe, hoje o dia está simplesmente uma merda. Feio, chato e extremamente irritante.

E por que, justamente nos dias em que você está assim, querendo voltar para seu local de origem - ou seja, sua cama quentinha - SÓ GENTE MUITO CHATA ME LIGA AQUI? EU QUERO SUMIR. BAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Obrigada.
 

 
"Reclames"

Toda vez que vejo a nova propaganda do Partido Progressista, com aquela música criativíssima (nãnãnã arrojado... nãnãnã progréssista), tenho vontade de chamar o carinha feliz dos comerciais das Casas Bahia e sair dançando lambada por aí. Pra completar, o Zezé de Camargo e Luciano poderiam cantar uma musiqueta das Lojas Marabraz para criar um clima romântico juntamente com aquela menininha fófis que fala "mamãe você é demais", e fecharíamos a festa com chave de ouro: assistiríamos aquelas pérolas da publicidade moderna que são os comerciais de creme dental, com direito, é claro, a ganhar autógrafo do castor falante.

O PP me enche de indignação com aquela música horrenda. E, logo em seguida, colocam aquele bâmbi saltitante e feliz das Casas Bahia. Não há humor que agüente. Eca, vou vomitar.
 

03/05/2003
 
4 HORAS

Nem oito da manhã de um sábado pós-feriado e estou na minha sala, prestes a começar a trabalhar. Serão quatro horas enfadonhas diante de meia dúzia de pessoas, plantada, enraizada, de olho para não colarem. Mentira, o povo fica tão nervoso que nem pensa em colar. Cara. QUATRO HORAS. Em silêncio. Só olhando o povo fazer prova. Bah.

Update: nem foi tão mal assim. Ossos do ofício. E, como disse a Christine, pior seria se pior fosse.
 

 
ÁTIMO

Ele soube naquele momento que ela não ligaria mais para ele. Naquele instante em que, após se beijarem ardentemente, o olhar dela parou distante, ao invés de fixar-se nele. Incompreensível essa sensação. Por que um segundo de um olhar distante o fez pensar assim. "Sandice sua" - disse-lhe depois um amigo.

Mas ele teve certeza. Ele sempre acertava quando tinha esse tipo de intuição. E o mais engraçado é que, apesar de saber que estava certo, ainda insistia em procurá-la. Em vê-la de novo e tirar dela aqueles segundos de olhar distante. Quisera poder fazê-la fechar os olhos e somente o beijar. E tocá-lo e abraçá-lo. Mas sem seus olhos grandes e castanhos a olhar, mesmo que não fosse diretamente para ele, não havia motivo de vê-la.

Ele queria aqueles olhos que enxergavam longe e o deixavam sem rumo. Queria aquele olhar que às vezes olhava, mas não via. Que era ora distante, ora intenso e ora cheio de desejo. Queria sonhar com ela, e tê-la, acima de tudo. Ele sempre achou que, depois de um beijo, é necessário haver uma troca de olhares. E queria acreditar que isso fosse mania tola dele. Queria se fixar somente na lembrança do corpo dela. Daquela boca de verão e lábios de lençóis de seda. E seu corpo todo, sua mente, sua alma, lembravam de tudo isso incessantemente. E imediatamente lhe vinha à mente o olhar daquele dia. Pensava em dizer à ela:

"Olha pra mim de novo e me veja. Me mostre que estou errado, terei prazer em admitir que pensei besteira. Me faz arrepender dessa sensação. Me faz esquecer isso, me faz entrar em você. Me faz mais feliz". Entretanto, ele sabia bem que a felicidade não estava nela. Nem nos olhos, ou corpo, ou palavras. A felicidade, nesse caso, residiria justamente na ausência dessa sensação de vazio de olhar distante.
 

30/04/2003
 
Visitante nº 10000?? E daí?

Vejam só o emeio que recebi hoje:

"Camilita, estava eu lendo e comentando o seu lindo, querido e cirílico blog quando notei que era o 9.999º visitante. Mais que depressa dei um Print Screen para registrar o fato e um reload para ser o 10.000º. Mas outro visitante se antecipou a mim, ou então o contador da Bravenet não gosta mesmo de números pares. O negócio é que acabei sendo o 10.001º visitante do "eu só quis dizer...".
Envio anexas as provas de meus feitos. Aguardo meu prêmio.

Beijo

Marco Aurélio"


Agora, me respondam, ó 5 leitores deste cirílico blog: alguma vez eu ofereci algum tipo de prêmio ao visitante nº qualquer coisa??? Nunca!!!! Esse Marco é mesmo um mercenário. E pior, muito cheio de si,
, ainda EXIGE um presentinho. Como sou moçoila pobre, não posso comprar nada. Como sou moçoila decente, não posso oferecer favores sexuais. Pensei: vou homenagear, então, as cores novas do Jesus, Me Chicoteia. Aí vai um sapo bem sapáceo para ti. Sorria, tenho certeza que um sapinho verdugo era tudo o que você sempre quis, querido Marco!



Ah.... Achou pouco? Tá bom, vai. Vou colocar então a foto das biribinhas (piada interna inexplicável):

...



...



...




Tcharam!



Ah, desculpe, na falta de máquina digital e cara-de-pau, consegui a figura de uma bombinha mesmo....
 

 
Pergunta

Me digam. Como, mesmo depois de ver referências sobre ele em vários blogs, inclusive de amigos meus, eu nunca havia lido O Polzonoff? Como??? Camila, você é mesmo uma besta.
 

29/04/2003
 
Não é não.
Sim é sim.
Talvez é uma merda.
Esperar por ele é ainda pior.

Acalmem-se brabuletinhas....
 

 
Continuação (antes de ler isso, leia o post abaixo. Achou muito longo? Então não leia, oras)

Foi então que uma morena linda chegou e abraçou César. Abraçou não, se atracou com ele, tascando-lhe um beijo que deixaria enrubescido o mais liberal dos mortais. Era tanta empolgação que Lisbela até perdeu o fôlego. Foi quando eles tiraram a língua da traquéia um do outro, e César olhou para Lisbela. Ficou mais que branco. Até engasgou, mas isso deve ter sido em decorrência do acúmulo de saliva daquela mulher linda que ele beijou. Lisbela estava se sentindo pior que cogumelo de bosta de vaca. Mas Lisbela congelou seu sangue em ebulição e sorriu. Nisso, a morena a viu também. E não teve jeito: César teve que ir falar com Lisbela. Lisbela, César e a Morena. Foram apresentados:

- Essa é a Lisbela, que trabalha na revista. Essa é a Fernanda, minha namorada.
- (o queeeeeeeeee????? Fui reduzida à “que trabalha na revista”???) E o sangue de Lisbela, de lava vulcânica tranformou-se, repentinamente, em iceberg. Oi, prazer! O César fala sempre de você.
- Nossa, que bom! Afinal, são três anos juntos!
- Três anos? Nossa! Que lindo!

César, sem saber o que fazer, só disse:

- Vamos, Fê?!

E se foram. Lisbela queria pegar a cabeça daquele sacripantas e jogar uma bigorna em cima. Encher a boca dele de lesmas visguentas e fazê-lo mastigar. 3 ANOS de namoro. ANOS. E o cara NUNCA mencionou nem o nome da namorada. Que cadela no cio que ele era! Mas, de repente, Lisbela distinguiu o som de um trumpete ao fundo. Sorriu, ainda que timidamente e foi viver. Amanhã seria o dia da vingança.

No dia seguinte, César entrou na redação com cara de coitado. Cara-de-pau. Babaquara do agreste. E ainda disse “oi, tudo bem?”. Tudo bem??? Como pode estar tudo bem? Mas Lisbela só sorriu e disse: “tudo...”. Mas começou a falar alto, para que as outras baias ouvissem:

- Nossa, que surpresa te encontrar ontem, né CÉSAR?!
- Pois é... Que coisa! Você ficou bem?
- Bem? Ué, claro, por que não ficaria? Além disso, sua NAMORADA além de linda, é simpatiquérrima.


Nisso, todos ouviram e olharam para César.

- Namorada, é galã? Nossa, que revelação! – disse a fofoqueira de lá. – Bem que eu desconfiava...
- Pois é, Maria. – revidou Lisbela. – e você precisava ver como perto dela o César parece um coelhinho. Meigo e dócil. Nem parece o homem forte que trabalha conosco todos os dias. Sem contar que ele quase não me cumprimentou. Imaginem vocês!


Todos riram. Foi uma sucessão de “ê, encoleirado” e “nossa, ele nunca falou nada”. E aí César solta a máxima. Certas pessoas deveriam saber que ficar calado é também importante:

- Não entendo qual é a graça. Por que você está tirando uma com a minha cara, hein?
- Por quê? Oras, eu nem tenho motivos para isso mesmo.... Mas se você quiser que eu refresque sua memória, posso fazer isso agora. Quer?
- ... Vamos trabalhar, gente? Vou ligar o messenger, pra ver se minha namorada está on-line.
- EU estou on-line, meu caro.


César ficou vermelho. E começou o papo via messenger:

César diz:
Nossa, o que aconteceu?

Lisbela diz:
Seria legal irmos nós três para Parati, né?

César diz:
O que você quer dizer?

Lisbela diz:
Olha, César, sem vergonha é uma coisa. Imbecil é outra. Você está há 4 meses me xavecando. Em 5 meses de trabalho aqui, você nunca falou sobre namorada. Me chamou para sair praticamente todos os dias.

César diz:
Eu namoro há 3 anos e sou fiel. Eu te chamava para sair numa boa, sabe? Iríamos nós três, numa boa. O que você achou? Que eu estava com segundas intenções? Imagina... Ami minha namorada.


Lisbela simplesmente não acreditou. Não seria menos feio o cara chegar e falar que agiu errado? Mas preferiu não discutir. Sua noite tinha terminado bem demais.

Lisbela diz:
Nossa, como eu sou maldosa então. Imagine, eu achando que você estava dando em cima de mim, quando na verdade, sua intenção era confraternizar comigo e com sua namorada, e no melhor dos sentidos puros! Puxa, como fui errada. Te julguei mal. Imagine, se convites e mais convites diários, sem mencionar a namorada, significariam xaveco? Só na minha cabeça mesmo.

César diz:
É, não tinha maldade não. Mas sem rancores. Sou budista, não guardo rancor.

Lisbela diz
Além de tudo religioso?! Puxa, que surpreendente! Peço desculpas então pela minha maldade no coração. Seja sempre assim, fiel e bem intencionado. Vamos então combinar de ir ao Urbano de novo!

César diz:
Vamos. A Fê adorou você.


Lisbela diz:
Vai ser ótimo. Nós quatro.

César diz:
Quatro? Que quatro?

Lisbela diz:
Ah... Sabe o trumpetista da banda? Então, nos conhecemos ontem, e vamos sair hoje. Quer ir? Claro, numa boa, saída de casais.

César diz:
Cuidado, cara da noite não presta.

Lisbela diz:
Fique tranqüilo. Caras da noite prestam tanto quanto caras da redação da “Criações e Criaturas”. Agora deixa eu desconectar, que tenho o que fazer. Ops. Olha meu telefone tocando!

Lisbela desconectou e atendeu o telefonema. Mas bem baixinho, que era pra ser mais maquiavélica ainda. Só falou alto o seguinte:

- Demorei para atender? Nada não. Estava falando com um carinha daqui. Importante, ele? Hahahahaha, claro que não...
 

 
Até os saquinhos ZIP com fecho hermético se abrem.

Ando muito fechada em meu mundinho. Posts com múltiplas interpretações, recados para não se sabe quem, musiquinhas do tchan e até pontos. Não, não tá nada “amarrado” e nem “macumbado”, embora todo leitor do meu blog receba um raio de descarrego toda vez que lê isso aqui. Pois bem, resolvi dar uma rápida pausa nesse momento tão meu, nesse meu “fantástico mundo de Bobby intimista” e lhes contar mais uma dos... BOBOBOYS Oh yeah, babe!


Nem boboBOI dorme com essa conversa – OU – Admitir nunca, render-se jamais!


Lisbela era uma contente feliz fotógrafa de uma revista. Não tão feliz, porque ela rea meio o “Bombril” de lá, e tinha múltiplas funções. Além disso, era uma revista sobre o fantástico mundo rural, e ela era cosmopolita até o último fio de cabelo. Tudo o que ela mais gostava era andar pela cidade, a pé, ou então de carro à noite, e respirar fundo todo aquele monóxido de carbono intoxicante. Ela até gostava de praia, de campo, mas por alguns dias. Não queria nem saber a diferença entre cabrito e bode, embora isso seja reamente de pouca importância para o curso natural da vida terrestre. Não gostava de leite recém ordenhado, nem de cheiro de terra molhada pela chuva, e muito menos de andar com medo de pisar em bosta de vaca (se bem que em São Paulo os donos dos cachorrinhos desempenhem papel semelhante ao não limpar os excrementos de seus bichinhos).

E lá estava ela, Lisbela, linda, olhos azuis, cabelo modernoso, calça super pop, bolsa da Adidas – numa espécie de laboratório rural, vendo e fotografando o fascinate mundo da inseminação artificial. Em GALINHAS. Sim, nada de potrancas e alazões. Fotografar galinhas. Que legal. U-hu. Galinhas por galinhas, ser fotógrafa de Caras deveria ser mais interessante. Puro amargor. É que trabalhar para a revista “Criações e Criaturas” era quase um suplício. A começar por esse nome horrendo. Mas pobre é assim: sempre uma merda. Trabalhar é necessário... E Lisbela seguia sua vida, fotografando galináceos, cagando, andando e sendo aplaudida.

Mas essa filosofia de “cavalo em dia de parada” foi repentinamente interrompida. Numa 2ª feira, depois de uns dias de folga, ela entra na redação e ao invés dos “há uma nuvem de lágrimas” e “toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino” habituais do seu vizinho de “baia”, ela ouviu Chico Buarque. Construção. Cuma?! Onde será que estava aquele projeto de cowboy do asfalto com anemia que era seu companheiro de trabalho? Aquela tentativa frustrada de cruzamento entre um peão meia-boca, fotógrafo de folhinha de borracheiro e “bédi bói” raquítico?

Lisbela olhou bem e não achou nenhum ser com bota de bico fino, calça atochada dividindo o saco e camiseta do Greenpeace. Ao invés disso, achou um cara até que pintoso, simpático e com lindos olhos azuis esverdeados. Mais azuis que os seus, inclusive. Ela até respirou fundo:

- Oi... Quem é você, que mal lhe pergunte...
- Oi, sou César, seu novo companheiro de trabalho. O Wanderson resolveu abandonar tudo de uma hora para outra e ir pro sertão de Goiás. Espero que não seja a úrrrtima viagem. Hehehehehe
- (trocadilho besta detected. Trocadilho besta perdoado. Esses olhos merecem perdão) Oi, prazer, Lisbela.

E a partir daí, trabalhar se tornou até que interessante. Além do bom gosto musical, César era inteligente. E ótimo companheiro de trabalho. E... estava dando umas indiretas para ela. Ele não era muito bonito, mas era muito charmoso. E aqueles olhos azuis da cor do mar... Ai...

Tudo começou com gracejos. Ele gracejava com ela, ela achava graça (dã). Afinal, essas firulas eram com ela. Eram elogios discretos, olhares agradáveis, gentolezas... Depois vieram os papos via messenger. Ele tinha sempre um fregezinho, uma atenção; e, ainda por cima, escrevia muito bem. Fora o clima em alguma viagens rápidas que fizeram para fotografar a ordenha passo a passo. Se bem que, com o César, ela fotografaria até o ritual de acasalamento das drosófilas quadro a quadro.

Depois de muito tempo, ele começou a chamá-la para sair. Teatro, cinema, shows, até viagem para a casa de Parati que ele tinha. Tudo o que ela gostava. E os convites eram sempre, todos os dias, insistentes. Lisbela ficou até atordoada. Se via dividida entre a ética profissional e lençóis amassados depois de uma noche de fiesta. Arriba! Ponderou: sou adulta, ele também. Somos solteiros, livres e desimpedidos. Ao menos, ele nunca nem mencionou ter um casinho sequer. Que mal há? Na próxima, vez, aceitaria o convite.

Feliz da vida pela decisão de enfiar o pé na jaca, resolveu ir enfiar previamente o pé na pista de dança do Urbano. Numa segunda-feira, que é a melhor noite. Uma diliça, música boa, muitos caras gatos. E vocês sabem: nada como ser xavecada diariamente para se sentir poderosa. Entrou, deu umas voltas pelo ambiente, e foi pra pista ver o show. Estava babando pelo trumpetista (afinal, a César o que é de César, mas olhar aquilo tudo não era pecado) gatésimo quando levou um susto. Bem à sua frente, mas sem vê-la, estava César. “É hoje que dou uns catos nesse moço, amiga!” – disse à sua amiga companheira de aventuras.

Foi então que... Cenas dos próximos capítulos: será que Lisbela vai agarrar o moço? Ser agarrada por ele? Liberar dele toda a testosterona que ele disse ter? (Aguardem, mais tarde, a continuação dessa emotivante história)
 

 
Só me faltava essa...

O moço que atende pela alcunha de Dinossauro fez vudu comigo. Tudo por causa dos meus dois posts religiosos de ontem. Agora sou chamada de feiticeira. É mole? Parafraseando toscamente o Zé Simão, é mole, mas hoje não sobe. Bah, deixa pra lá.
 

28/04/2003
 
ESCLARECIMENTOS

Percebam: é mosQUIto. E não mosKito. Portanto, não tenho medo de retaliações por parte de cônjuges ou futuras esposas del mosKito, pois os versos não se referem a ele....

Ponto é o cãntico utilizado por algumas religiões afro-brasileiras, como Candomblé e Umbanda. Os pontos referem-se a orixás ou entidades e a intenção é servir como "condutor" do transe (incorporação), assim como de homenagear orixás ou entidades, contar a história deles e também ajudar na concentração dos médiuns. É como uma oração, mas cantada, que segue uma marcação junto com os atabaques. Os versos podem ser em alguma língua africana (dependendo da origem do mito do orixá ou da origem da entidade) ou em português mesmo e, nesse caso, podem conter algum dito popular, como é o caso dos versos que usei no outro post. Aliás, cânticos são elementos presentes em quase todas as religiões. Essa foi uma explicação bem "crua". Mas acho que serve...

 

 
Minha avó me dizia que em boca fechada mosquito* não entra
E vovô repetia que língua ferina é que mata a gente.


(isso é um ponto de Umbanda*. Quer dizer, uma parte de um ponto. Mas resumiu o que eu quero dizer há tempos. Não é verdade que "em boca fechada, mosquito não entra"? Pois bem... Ditos populares são altamente esclarecedores às vezes.)

* esclarecimentos no post acima, please.
 

 
A vingança do boi ralado

Durante muitos anos, mamãe não comia carne vermelha. Mas a alta dos preços do peixe e o excesso de frango na alimentação fez com que ela voltasse a apelar para bois e vacas. Eu, ao contrário, sempre adorei carne vermelha. Nada como um belo bifão, uma picanha sangrenta (sem duplo sentido, por favor), uma carninha assada, um medalhão com bacon, um bifinho a rolê. Hummm... Mas parece que esses anos de abstinência de carne vermelha fizeram minha mamãe adotar uma prefrência estranha por carne moída. Ela adora carne moída. Não pode ver UNS* 500 gramas disso que já sai fazendo alguma coisa. Carne moída com batata, carne moída com pimentão, bolinho de carne moída, carne moída refogada. Ela sempre tem 1000 maneiras de preparar boi ralado, como dizem em alguma regiões do Brasil. Ontem acordei com o cheirinho bom de tempero invadindo a casa. Adivinhem o que ia ter? Bolinho de carne moída. O cheiro estava tão bom, que fiquei mais faminta ainda. Mas o espírito protetor e vingativo dos bois e vaquinhas abatidos resolveu pairar sobre minha casa. E, bem na hora que minha mãe ia começar a fritar os bolinhos, alguma coisa aconteceu e a massa derreteu todinha no óleo. Meu almoço foi, então, macarrão na manteiga. Fiquei lá, comendo spaguetti e sonhando com mais carne moída. Mas tam,bém pensando que é hora de diversificar... Ou que depois dessa, haveria uma pequena mudança no cardápio.
À noite, ao chegar do Blen Blen, minha mãe me avisa sorridente: Camila, sabe o que eu fiz? BOLO de CARNE MOÍDA.

Alguém aí tem receita de carne assada?

ps: vai ter gente me mandando ir cozinhar ao invés de reclamar. Um aviso: foda-se.
ps2: sim, eu sei cozinhar, e muito bem.
*: correção do Rod. Valeu, meu lindo!
 

 
BAH

É, só isso que tenho a dizer mesmo. Bah.

ZAGUIZIRA

Algum possuidor de basta cabeleira (desculpem-me amigos calvos e carecas, mas nesse caso o conselho de vocês não vale) poderia fazer a gentileza de me ensinar alguma simpatia para fazer crescer cabelo rapidamente? Não, não, não sou careca. É que num "arroubo feminino de necessidade urgente de mudança da velha cara de sempre", há uns dois meses eu cortei minhas madeixas em estilo chanel. Tá, é bonitinho. Mas eu quero que esse bonitinho cresça logo. Já cansei (novamente) da minha cara. Quero meus cabelos compridos de volta. Meu nome? Camila Sansão...

ps: quem indicar uma simpatia que dê certo, pode até patentear a idéia. Já pensou? (011) 1406 na veia!

SEGREDO PARA UMA VIDA FELIZ: VIVA TUDO E NÃO SE ARREPENDA DE NADA

A Maninha sempre fala dele. Hoje resolvi conferir. Muito bom mesmo. E não é que achei um desenho bastante propício? Vão no dia 02 de abril.
 

Eu digo
"Respeito muito minhas lágrimas,
mas ainda mais minha risada."

(Vaca Profana - Caetano Veloso)


E E Ei Mail
Meu E-1/2

Uma galerinha animada aprontando altas aventuras
Greta Garbo foi parar no Irajá
Isso so Acontece Comigo
Jesus, me Chicoteia
Lixomania
Meu Cu
Pensar enlouquece, pense nisto!
Quem se importa
Suburbia Tales
Terra do Nunca Express
Uma Dama não Comenta


Escrevi e gostei
O que o Cirilo tem a ver com isso?
Pai Ze das Inteneti
A Falsa Modernidade
Olhos de Lince
Que fim levou Camila?
Santa Ortografia, Batman!
Show, tudo de bom e fala seeeerio!

Fragmentos do Busao
Introducao ao Mundo do Busao
Os Discipulos de Morfeu
Macho que eh macho nao senta junto
As bolsas assassinas
L'amour dans les busons
Sexo no Busao! E uma historia de Amor

BOBOBOYS
O que eh um boboboy?
Primeira historinha do Boboboy
Nao sei por que bato...
O que nao falar no sexo
E Deus perde pra Capeta
Lisbela e o cara de pau
O elo perdido entre o primata e os boboboys

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