26/06/2003
 
Apenas um continho

Mas que droga... Por que ela tinha que ser assim, tão apaixonada pelo olhar dos outros? Por que ela tinha que se encantar por cílios e íris alheios? Nada relacionado a cores especiais, ou a tipos especiais. Ela é simplesmente louca por olhos. Não consegue conversar sem olhar nos olhos de quem quer que seja, e seu olhar, dependendo pra quem for, tem um fundo meio inquisidor, ou então intimidador. Mas sua preocupação no momento era o seu olhar revelador. Porque de repente, ela se viu capturada por aqueles olhos tristonhos, escuros e tímidos, e aqueles olhos a fizeram perder o chão. Se ele a olhasse mesmo, perceberia como ele a desconcerta, como ela fica quieta, calada, até mesmo envergonhada perto dele. Ou ainda, como ela fica somente olhando para seus olhos, tentando, em vão, procurar algum sinal, mas quando ele olha para ela, ela simplesmente desvia o olhar. Pessimista que é, ela sabe que será difícil encontrar algum sinal naqueles olhos, mas não importa. Ao mesmo tempo, ela pensa que tudo é questão de tempo.

obs: a quem interessar possa, algumas coisas que escrevo aqui não são auto-biográficas ok? Mas saber o que é ou não, só eu sei.
 

 
Posso xingar? Posso ne... PUTA QUE O PARIU, porra de nova versão. Não sei porque foram mudar a versão que estava, ao menos, dando um pouco certo. Ou eu é que sou intolerante demais? Mas já tive que pentelhar meio mundo por causa dessa nova versão. Sem contar que o Marco Aurélio está prestes a me deserdar...


HIP HIP HURRA! O Marco corrigiu tudo pra mim. Todos juntos, num ode ao lindo Marco! \o/ E agora ele tem a minha senha... Hum.... Perigo... hehehehehe
 

 
ATENCION: Esse post nao tem nenhum acento, porque o Drogger atualizou a versao e nao reconhece NENHUM acento. OK? A culpa nao e minha.

Camila e Lilla: duas “visionarias” do besteirol

Olhem essa foto. Reparem nas meigas feiçoes de Camila – eu, e de Lilla – minha linda amiga sister. Vejam que cabeça torta mais fofis eu fiz, e que cara de “que saco, detesto foto” que Lilla, docilmente, fez.



Repararam?

Pois bem. Esta foto foi tirada pelo Roberto, um guri de Porto Alegre muuuuito legal, e também muito paciente, pois aturou a mim e a Lilla a fazer “loucuras” pelas ruas de Sampa. Nos quase nos perdemos, nos dançamos no metrô, falamos mais do que dois papagaios, e o Roberto la, paciente. Mas eis que, nao contentes com essas besteiradas todas, resolvemos (idéia “brilhante”) começar a imitar focas. Sabem? Sim, vocês podem nao acreditar que duas mocinhas trabalhadeiras imitem foca no meio da rua, mas vocês certamente sabem como as focas batem palminhas.

Qual nao foi minha surpresa ao ver ontem, no Casseta e Planeta, que eles lançaram um concurso de imitaçao de focas. O ganhador vai ao programa e ganha um balde de sardinha (uau!). Ou seja: eu e Lilla somos duas empreendedoras. Duas visionarias. Infelizmente visionarias do inutil. Ou pior: fomos plagiadas (todos juntos: oooooooooooohhhh) HAHAHAHAHAHA

Nem adianta pedir para que, quando nos virem, façamos nossa inigualavel imitaçao. E algo espontâneo, algo que vem de dentro, sabem? E quase como me pedir para fazer “fronhonhoim”. Nao adianta, nao faço, porque ha o momento, o “feeling” da coisa. E assim com a foca. A menos, é claro, que você nos dê um peixinho e cante “quer ver a foca, ficar feliz, é por uma bola, no seu nariz”. (qualquer um que canta essa musica do Vinicius com uma bola nas maos merece uma imitaçao de foca)

E entao, foquinha de verdade, o que você acha dessa pataquada toda?



(nhu nhu nhu nhu
Traduçao: internem essa retardada ja)



 

24/06/2003
 
Em alguns dias eu tenho que respirar fundo diversas vezes. Dizem que é bom, acalma. Acho que no meu caso, o que tem acontecido somente é respirar muito e "engolir" poluição. De resto, tudo na mesmíssima mesmice das mesmas coisas de sempre. Coloco esperanças no mês de julho, e a partir do mês de julho. Dedos cruzados, coração palpitando, e uma visão: eu sorrindo muito e muito feliz. Mas, por enquanto ainda é junho. E por enquanto eu ainda estou intolerante. Não com o mundo, mas comigo. Parece que estou menos falante, parece que não quero falar muito de mim, parece que em determinados momentos me escondo. E é tudo verdade.
 

23/06/2003
 
Post com links

De quando em vez dou uma leve atualizada nos meus links. Aí vai o último âpdeiti:

Mãe 24 horas: Glau é mãe, mas uma mãe com muito senso de humor. Tanto, que tem um blog onde conta as suas aventuras e agruras com seus dois pimpolhos. Olha, admirável uma mulher que mantém o bom humor mesmo com o filho falando alto no meio do shopping "mamãe é maconheira, mamãe é maconheira", isso logo depois dela ter explicado que só tinha fumado cigarro normal.

Shut up, bitch!: altamente recomendado pelo Gravataí, adorei o blog da Polly logo que li o primeiro post. Moçoila de Brasília, ela escreve MUITO bem e é muito engraçada. "Mina, seu blog é showwww, xique demaissss. rsrsrs"

Gabo 23ª idade: "descobri" o Gabo no meio de uma "discussão" no blog da Maninha. Águas passadas, até pedi desculpas por ter me referido a ele como tonheba. Ele é jornalista, faz resenhas sobre todos os filmes que assiste e, ao contrário de mim, não tem a menor preguiça em escrever posts cheios de links. Rapaz bem-informado, esse Gabriel. Só não é muito chegado em e-mails. ;-)
 

 
Nota de Esclarecimento

Meu post sobre as gírias "showww", "tudo de bom" e semelhantes teve bastante repercussão, o que é bem legal. Mas houve quem dissesse "Ah Camila, eu falo gírias, isso é normal". Então, eu gostaria de deixar bem claro: eu falo gírias. Como disse ali, bem mais do que deveria. O ponto no post não é o falar ou não gírias, porque todos falamos. O ponto é se comunicar somente com gírias, desprezando qualquer outro adjetivo. Falou?!
 

 
Dura Realidade - OU - Post sem links

Triste é acordar na segunda-feira, depois de quatro dias de feriado, com gostinho de "quero mais". Quero mais feriado, mas não haverá mais nenhum em dia útil esse ano. Quero mais andanças pela Avenida Paulista, "minha" avenida querida, com minha amiga linda e seu amigo muito querido. Quero mais gente linda vindo pra São Paulo, e me fazendo saracotear pela 25 de março lotadaça em plena sexta-feira (e nossa tarde de risadas e Vídeo Show foi uma das melhores que já tive). Triste pensar que o tempo foi pouco. Quero mais papos e mais papos na cafeteria estilo "Friends" perto de casa com meu maravilhoso amigo láááá de Brasília. Quero rir mais ainda das coisas absurdas que me acontecem (paquerar um gay sem saber foi uma delas, mas isso merece uma história). Quero dormir mais do que dormi. Não quero lembrar que em pleno sábado não pude encontrar minha amiga Dea porque estava no meio de uma big faxina (E Camila encarna Jacutinga, a lavadeira). Quero voltar à Trash 80s sempre, sempre, ainda mais se for para ver casais lindos e apaixonados e dançar muito mais "Luan e Vanessa" e "macho man" com Marco (preciso urgentemente ter aulas de dança com Daniela Santos e com Fabi, amiga de Lilla). Triste ter me sentido cansada e ter ido embora bem na hora em que todos estavam tão empolgados. Quero, ainda, estar mais vezes prostrada no sofá, e recerber a ligação de uma amiga maravilhosa, me chamando pra ir ao cinema junto com um novo amigo, que finalmente constatou que sou uma boa moça, e que não sou psicopata. Triste é quase tomar um rola federal na escada do cinema e ser amparada por um tiozinho incrédulo. Mas, triste mesmo, é ter que vir trabalhar e ter tantas coisas a fazer, quando tudo o que você quer é que instituam um feriado desses todo o mês.

E meu sonho dessa noite foi que meu telefone aqui do trabalho não tocava mais. A GLÓRIA!!! Pena que, ao chegar, o dito cujo já estava a se esgüelar. Sonhos sonhos são...
 

18/06/2003
 
Showwww, tuuuuudo e fala séeeéééériooo

De tempos em tempos, surgem as gírias que se tornam bastante presentes. Já foi-se o tempo de "você é uma brasa, mora" ou "broto legal" ou "seu mocorongo!". Eu falo gírias, aliás, mais do que gostaria. A FlaBB disse que reclamo do "tuuuudo" e do "fala sééério" porque não sou carioca. Aqui também usa-se muito esses termos, inclusive esta que vos escreve. Não sou parte da patrulha da Língua Portuguesa, cometo meus erros, falo minhas besteiras. Também abrevio o você, viu Glau?!

A "questã" toda, motivo de minhas dores de ouvido, e motivo de gramáticos mortos se revirararem em suas tumbas, é o uso de determinadas gírias pra tudo. Absolutamente tudo. As pessoas extingüem os adjetivos, porque tudo se resume a ser "show", "básico", "tudo" ou "tudo de bom". Isso é horrível. Pra mim, atrofia os cérebros, porque as pessoas se tornam limitadas. Peça a um adolescente para descrever a balada em que foi ontem: provavelmente ele dirá "foi show, cara, tinha uma mina lá muito show, que eu até dava uns catos, mas aí chegou um cara lá que ela chama de tudo de bom e catou. Mas foi show". Ok ok, e como era a menina? "Pow, mano, a mina era show, tinha, tipo assim, um cabelo bem show, assim, lisão, um corpo assim, show, dá hora". Visualizou a menina? Eu também não. Vejam: nada contra o verbo catar (eu falo isso quando quero ser pretensamente engraçadinha), ou quanto a falar "mano" ou "mina". Mas cadê a descrição, ainda que simples, da menina? Ela era show? Ok, mas show como?

Não sou contra gírias, não acho que devamos começar a falar empolado e nem ergo faixas contra o "tipo assim". Mas há momentos para tudo. Nossa língua é muito rica, não precisamos limitá-la a três vocábulos. Quer falar essa porra de "show" (essa é uma gíria que abomino, de verdade. Suporto qualquer outra, mas show me causa engulhos)? Fale, sem problemas. Mas use também outros termos. Concordo com a ReOx, que disse que alguns falam assim porque estão criando a própria identidade. Que criem a identidade, então, mas sem assassinar a língua. Acho que, nesse caso, as pessoas se acomodam em escrever errado e falar errado porque é mais fácil, exige menos exercício de neurônios. Pra que vou perder tempo na dúvida em escrever "pouco" com ou sem u, se posso escrever "poko" e todo mundo entende? Por que eu me preocuparia em saber acentuar palavras, se eu não leio nada, e posso solucionar tudo colocando uma merda dum "h" no final das palavras? Falar assim vicia, e é imperativo que se entenda que falar exatamente como se escreve é, simplesmente, o fim da paçoquinha prensada. E tenho dito.
 

17/06/2003
 
Ó! Santa Ortografia, Batman! - ou - "Estão tentando estar assassinando o Português, isso à nível de língua"
(continuação)

Voltando ao Klube da Ortografia Fonétika, provavelmente alguns blogueiros pertencem a ele. Só isso explicaria tantas trocas de O por U (bloguinhuuuu, novu, cum), a total ausência do Q ou C (aki, poko...), ou pior: a falta do R final em alguns verbos (vo te dize uma koisa). Aliado a tudo isso, temos também a ausência de acentuação, ou substituição por H (dah, jah, tah); e o extermínio do til (muitaum, baum, naum).

Com certeza todos cometemos errinhos, inclusive de digitação (eu faço isso com freqüencia). Ninguém sabe tudo, nem é obrigado a saber regrinhas, embora algumas elas sejam úteis. Também entendo que em salas de bate-papo as pessoas escrevam assim, embora ache muito mais simples escrever "não" do que "naum". Mas em blogs, onde há texto, ou em comentários, o texto muitas vezes fica quase incompreensível, pelo menos para mim (além de ficar feio). A idéia do que está escrito pode até ser legal, mas eu não gosto de ler textos escritos nesse "internetês" (dizem que é uma linguagem dinâmica, mas isso me parece muito mais o novilíngua do "1984", mas sem o George Orwell por trás). Desde quando a linguagem escrita é mesma que a linguagem oral? Aliás, muitas vezes me dá a impressão de estar lendo algo escrito por alguma criança que fala em tatibitate (polly chama esses blogs de "blogs pilulito") ou mãe que fala com o filho pequeno feito babaquinha. Aí vão me dizer: não leia blogs assim. E quem disse que eu leio? Mas e os comentários que pululam em todos os blogs? Devo tapar meus olhos? O pior de tudo isso é que essa linguagem vicia. A pessoa escreve no piloto automático, sem se preocupar com o resultado. E aí o resultado é uma mixórdia geral, pra não dizer uma merda, que dá até agonia de ler. E olha que não entrei ainda no mérito do (eca) gerundismo (blergh) ou de vícios de linguagem como "showww", "tuuuuuudo" ou "fala sério".
 

 
Ó! Santa Ortografia, Batman!

Num dos jornais de domingo, há uma coleção de livretes sobre a Língua Portuquesa, chamado "Português sem complicação", do Professor Sérgio Nogueira. No primeiro livro, que trata de ortografia, ele começa contando que há alguns anos recebeu uma carta do "Klube da Ortografia Fonétika", que propunha uma "Ortografia Fonêmika" para a Língua Portuguesa, onde a regra básica seria: "kada letra ten un son, e vise-versa". Para tal proposta, eles justificavam que não haveria mais confusões de J com G, de CH com X, e assim por diante, o que facilitaria a aprendizagem e diminuiria a taxa de analfabestismo.

Em resposta, o autor coloca 5 questões:

1) O brasileiro escreve mal por culpa das atuais regras de ortografia? Ou a falta de leitura não é um problema mais sério? (acrescenta que sabemos a grafia das palavras por memória visual, e não por regras).
2) Desde quando o ensino de uma língua se limita à ortografia? E, desde quando, para escrever bem basta saber letras e acentos?
3) O alto índice de analfabetismo está mesmo ligado às regras gramaticais? Ou as "políticas educacionais" dos governos não têm culpa alguma?
4) Existe alguma língua puramente fonética?
5) Se a regra é escrever como se fala, como ficaria, por exemplo, a palavra PEPINO: pipinu, pipino, pepinu ou pépinu?

É claro que a Língua Portuguesa é MUITO mais que ortografia, que ler é uma das melhores coisas para se "interiorizar" a língua, e que o analfabetismo não está ligado às regras de ortografia. Não sei nem de onde saiu esse tal de Klube da Fonétika, mas eles devem estar bem mal informados.

(continua, agora vou almoçar)
 

16/06/2003
 
Piada do Dia

Coordenadora: Camila, eu queria ser uma mosquinha para te ver com seus amigos, fora do ambiente de trabalho...

Camila: Ué, por que?

Coordenadora: Porque aposto que você deve ser bem diferente.

Camila: Diferente do quê?

Coordenadora: Aqui você é quieta, reservada, meio calada, tem jeito de desconfiada. Imagino como você deve ser fora, porque te vejo com o beltrano (meu amigo daqui) e você não parece nada disso.

Camila: putz, se você me vir fora daqui vai se assustar com meu alto grau de retardadice.

Coordenadora: Ai, imagine...

Meu chefe, saindo das profundezas da sala: A Camila? Hum... Ela sai até no Cidade Alerta, se deixar...

hehehehe... Eu? Calada? Calma? É, somente mesmo no meu trabalho eu sou assim. Pior é que sou mesmo. Sou capaz (acreditem, amigos) de passar horas concentrada nas minhas coisas sem falar com ninguém. Falo muito com meus amigos na hora do almoço. Na verdade, eu compenso, porque na hora do almoço eu sou pior que matraca. Mas na minha sala... Sou um exemplo de placidez (exceto quando fico irritada com certos candidatos).
 

 
Recordar é Viver!

Há um tempo, quando a galera do Neurônio Descontrol estava combinando uma balada, surgiu a idéia de irmos mais uma vez à Trash 80s. Eu já tinha ido com eles lá no ano passado, quando a festa ainda era no bar do Hotel Cambridge. Fui a primeira a não querer ir, porque, apesar de ter achado legal, não havia ido muito com a cara do lugar. Implicância minha, sou assim mesmo. Mas, nesse sábado, tive a oportunidade de ir mais uma vez, no novo lugar onde é realizada a festa. E posso falar? Simplesmente uma das melhores baladas que fui esse ano!! Nessa festa, são reunidas todas aquelas músicas bem trash dos anos 80, e tocam, inclusive, músicas de nossa infância (Xuxa, Trem da Alegria e afins). É um clima absolutamente nostálgico e delicioso. Além de muito divertido, porque lá não importa se você é ridículo, porque todos são ridículos. Aliás, lá é um lugar onde você tem todo o direito de ser ridículo, e dançar fazendo coreografia ao som de Luan e Vanessa, ou imitar o Michael Jackson em "Billie Jean", ou ainda ir à loucura com "Like a virgin". Minha sábia mãezinha, ontem ao me ouvir contar sobre a noite, riu e disse "ser ridículo às vezes é necessário". Sábias palavras, madrezita. Era daquilo que eu precisava mesmo. Rir muito e me permitir ser a retardada que sou. Lá não tem essa de pose, de ter somente um tipo de pessoa, de ter aqueles famosos "mulher peito de pomba" e "homem copinho de whisky". Pode até ter, mas lá você encontra de tudo: modernosos, normaizinhos, drag queens, casais apaixonados, gente que quer soltar a franga, gente que quer dançar até cair... Nomeei a Trash 80s como um lugar onde posso fazer meu "ritual pessoal de libertação": sempre que estou sem energias e de saco cheio, gosto de sair pra dançar. Mas DANÇAR, até não poder mais, sem me preocupar com nada. Já fiz esse "ritual" no Bar N' Soul ao som de black music, No Urbano, também ao som de black music. E sábado expurguei meus fantasmas ao som de "Hey Mickey", ao lado de Marco Jackson, EuMesma e Maninha. Confiram parte da play list de sábado:

+ tema do desenho "Cavalo de fogo" (lembram? "Quando me disse então, que um dia rainha eu seriiiia. Se com a maldade pudesse acabar...")

+ Mamãe acho que estou ligeiramente grávida...

+ Ritmo, é ritmo de festaaaaa

+ Plunct Plact Zum! Não vai a lugar nenhum!

+ Tô p. da vida!

+ Por isso canta! Dança! Não se reprima, não se reprima, não se reprima (eu segui o conselho deles à risca)

+ Ai Blau Blau! Blau Blau, Blau blau não me quer!

+ Foi uma noite de verão... Numa praia... O teu nome eu escrevi... na areia... (linda e perfeita foi a coreografia espontânea que eu e Marco fizemos. John Travolta e Olivia Newton John ficariam com inveja!)

+ Like a virgin! Touched for the very first time... (e Camilinha vai ao delírio com essa música!)

+ Vamos brincar de índio, mas sem mocinho, pra me pegar! (e praticamente todos os presentes faziam a coreografia dos tempos da Xuxa. Sim, praticamente todos os presentes)

+ Step by step... Uh babeee, gonna get to you girrrrrl (mulherada pira lembrando do "Níu Kidis")

+ Billie Jean (e Marco dá um show de dança, suingue e charme ao dançar como o tio Michael Jackson)

+ 'Cause we are living in a material world, and I'm a material girl!

+ Hey Mickey! Adoro o teu olhar, teu riso me faz bem, você me faz pirar, que charme você tem! (endoidei com essa música da balzaquiana Xuxa, que eu adorava quando tinha uns 8 aninhos)

+ E, para deixar todo mundo com inveja: eu tenho a força! Sou invencível! Somos amigos! Unidos venceremos a semente do mal! (e absolutamente todos na pista, em uníssono, cantavam e levantavam o braço imitando o saudoso He-Man e sua espada)

Enquanto isso, no telão passavam vários desenhos daquela época (Ursinhos Gummy, She-Ra, Turma da Pesada...) Não sei se isso é sinal de que a idade está chegando, mas adorei relembrar essas coisas da minha infância...
 

13/06/2003
 
GREVE

Eu ia colocar links novos, de muita gente legal que descobri, e que com quem venho falando por e-mail / comentários de blog / telefone. Mas não estou no mood.

Eu ia digitar dois textos que escrevi ontem. Mas não estou no mood.

Eu deveria ter feito mais coisas aqui no meu trabalho. Mas bah. Amanhã tenho que trabalhar pela manhã.

Eu deveria ter tomado remédio pra dor de cabeça. Tomei tarde demais e agora simplesmente não agüento de tanta dor.

Eu deveria bater na mesa e exigir aquilo que me prometeram, mas exijo há 10 meses e não sou muito ouvida. Mas hoje decretei greve de mim. Greve de tudo.

Eu deveria ir embora pra casa, dormir um pouco e tentar ficar melhor. E é justamente isso que vou fazer. Já dizia a Dorothy, no Mágico de Oz: não há lugar melhor do que o nosso lar.

Daqui pra frente tudo vai ser diferente e segunda-feira estarei novinha em folha. Vitaminada e sem noção como sempre (hehehe). Hoje simplesmente não dá.
 

 
Drown In My Own Tears

Henry Glover

It brings a tear into my eyes
When I began, Lord, to realize.

If you don't think that, honey, you'll be home soon,
You know I'll drown, drown, oh Lord, in my own tears.

I know it's true into his mind
A little rain is bound to fall

But since you've been gone honey I'm so blue,
It just keeps rainin', keeps right on rainin' more and more.

I cried just like a child,
My poor tears, Lord, they were runnin' wild.

If you don't think that baby you'll be home soon now
You know I'll drown, drown, oh Lord, in my own tears.

Ê, que foi ô? Nunca viu ninguém chorando não? Além disso, eu gosto dessa música. Janis me faz chorar. Pronto, passou.
 

 
< interna > Marco, tira a mão da minha bunda! < / interna >

E o primeiro idiota "original" que disser "também quero", ganha um Dip Lick lambido pelo Papai Papudo.
 

12/06/2003
 
Declaração

Declaro, para os devidos fins, que eu, Camila Cirila, estarei comparecendo ao Opção hoje para a balada proposta por ele, por ela e por ele. Estarei chegando lá por volta das 7 e meia, se o busão assim o permitir e se minha manicura não demorar pra rancar uns bifes das minhas cutíca. Estarei aguardando ansiosamente estar encontrando todos os meus amigos gatos solteirões, porque quem sabe não saia coelho desse mato, ou quem sabe não role um lesco-lesco amigal. "Derrepentemente" o Gravata vai poder estar se apaixonando pelo Marco, e aí será tudo lindo a nível de amor. Cãme ón pípou, létis gôu!

Sem mais para o momento,
Atenciosamente,
Camila

ps: esse post provoca enjôo pós-leitura...
 

 
Saudade
por Camila Lupita Maria do Bairro, escritora de novelas mexicanas


Acabei de falar pra Lilla e pro Marco que estou com muitas saudades deles. Não sei por que, hoje acordei com saudades, saudades de alguns amigos com quem falo muito pouco, saudade de sair e dar muita risada, falar muita besteira e rir mais ainda, saudade de ficar no telefone horas num papo interminável e bom demais, saudade de receber cartas, saudade de ouvir voz, saudade de muita gente querida... Saudade da minha amiga Dea, saudade do meu amigo que está em NY, saudade da minha amiga que mora no Paraná, saudade do Romeu, que está em "turismo" pelo país, saudade de encontrar meus queridos amigos do Neurônio Descontrol no Empanadas e olhar para todos e ver como eu os adoro. E esse mundo dos blogs nos faz ter saudade até de quem mora lá do outro lado do mundo. É frustrante constatar que a cada dia que passa você tem menos tempo para se dedicar às pessoas que valem muito a pena na vida, mas aí, justo quando você está sem tempo, conhece mais gente muito especial. E aí eu pergunto: não é isso que vale a pena? Isso aqui está bem piegas, mas eu queria dizer a todos os meus amigos que hoje, nesse dia cheio de corações, "meu coração bate por vocês", seus fofos! Venham cá dar um abraço! \o/

ps: fiquei meia hora tentando finalizar esse texto. Isso foi o melhor que consegui. Sorriam, portanto.
 

11/06/2003
 
FLUIR

Hoje as idéias simplesmente não fluem a ponto d'eu escrever um post mais decente. Tenho tantas coisas em mente, que não consigo pinçá-las e escrever algo sobre uma coisa só. Aí dá nisso: posts que só fazem sentido pra mim, mas no dia de hoje especificamente é isso que importa. Sabe o que é sentir tranqüilidade quanto a algumas coisas, mas inquietação quanto a outras? Não posso dizer que estou numa fase tranqüila porque tenho questionado muita coisa, mas isso, de certa maneira, é bom. E bom também é ter certeza do que quer em pelo menos uma das partes da vida. Saber bem o que quer evita quedas livres. E eu não pretendo cair tão cedo.

UPDATE: alguém devolve minha inspiração, por favor?!
 

 
A "arte" imita a vida. Triste é querer imitar o que a vida tem de pior. Tem determinadas coisas que minha compreensão não assimila. Ou então meu senso de humor não captou o tom de piada. É melhor eu parar por aqui.

Estou com o braço insuportavelmente dolorido. Vai ver a dor tirou meu senso de humor que costuma ser tão aguçado.

UPDATE: a tendinite me pegou. Estou digitando com uma mão somente, e meu braço esquerdo está em pandarecos. Ai ui ai...
 

 
OLHAR

"(...) A mulher punha em dúvida o que se dizia à mesa de jantar. Logo se via, só por seus olhos. Uma parte do que seu senhor, o príncipe, dissera, e que para ele eram leis eternas, perdia a força. desmoronava de manso, arruinava-se assim que deparava com aqueles olhos. (...) Porém, voltara a observar os olhos da moça e constatara que era aquilo mesmo. As palavras se liquefaziam naqueles olhos, desfaziam-se. E, no rastro das palavras, desmoronava sem resistência um pedaço da külle*, ele próprio, Mark Ukaçjerra...(...)"

(trecho de Abril Despedaçado, de Ismail Kadaré)

Eu sou vidrada em olhar, por diversas razões. Esse livro é maravilhoso, pela história e também pelos questionamentos que ela traz, principalmente no que se refere às leis e tradições milenares e verbais das montanhas da Albânia. A palavra empenhada vale mais do que qualquer coisa escrita, e há código para absolutamente tudo. Mas no momento tenho que, além de iniciar meu pitoresco dia de trabalho, responder um e-mail quilométrico que recebi, e enviar outro. Então, num outro dia eu falo mais sobre o livro.

* külle são as casas das montanhas albanesas.
 

10/06/2003
 
Pecado capital

Santa C&A do Crédito Vitalício!!

Eu confesso. Acabei de pecar. Pecar contra minha conta bancária e contra minha mísera poupança. Num ato de insanidade consumista, numa volúpia que só pode ser explicada através de análise, acabei de gastar um dinheirinho comprando peças ma-ra-vi-lho-sas. Já que não vou comprar presente com namorado, e essa é uma das vantagens de se estar lonely lonely, baby, resolvi "presentear-me a mim mesmo a nível de pessoa única e pessoal". Saia comprida e vaporosa, calça justa de trabalhar, calça jeans preta de fazer qualquer coisa, blusa de manga larga verrmelha, meias e calcinhas de algodão. É, é verdade que mulheres guardam aquelas calcinhas mais bonitas e de renda para dias de festa. E ainda falta uma bota de cano alto. Alguém me segura. Sou a única mulher que não gosta de fazer compra com amigas (odeio), mas que gasta mais quando está só a andar pelo Shopping Ibirapuera. Ai ai... Minha conta bancária já está a gritar.

Mas querem saber? Eu precisava de umas coisinhas mesmo. Tenho roupas que uso desde o inverno de 1900 e vovô criança.
 

 
De coração pra coração

O "eu só quis dizer" entra em ritmo, ritmo de festa. Digo, ritmo de dia dos namorados, já que essa semana é a semana dos corações apaixonados. Provavelmente, voltarei a tocar no assunto, já que sou bombardeada diariamente com propagandas de casais se engalfinhando no sofá pela TV. Mas fiquem tranqüilos pois não vou encher meu blog com aquelas coisas horrendas de gifs animados de coração que ficam pulando de um lado pro outro (desculpe quem gosta, eu não curto). Eu sou solteira, não estou apaixonada por nenhum rapazola, mas por que não homenagear os pombinhos do planeta Terra? Comecei com a frase que vocês podem ler ao abrir o blog: um verdadeiro primor da poesia nacional, essa frase já ocupa em minha vida quase o mesmo espaço de "gata, você é o fubá do meu angu, caroço da minha azeitona, don't talk just kiss, létis meiki lóve".

E como não sou mercenária, atenção: moços mui guapos que quiserem me mandar presentes, estejam à vonts. Mandem um emeiozinho, que a gente conversa. SOBRE O PRESENTE, claro. Sobre os parangolés que possam, eventualmente em suas mentes putrefatas, envolver uma entrega de presente (algo do tipo toma lá, dá cá), digo: o que vale na vida é o receber, o doar-se de coração (vc doa o presente, eu recebo) sem esperar NADA em troca, além de muito afeto e amizade eternas. Paz e amor no coração de vocês, e eu gostaria muito de ganhar flores.
 

09/06/2003
 
Odeio segundas-feiras

Quando Deus fez o mundo, deveria ter criado um método eficaz de tornar as segundas-feiras agradáveis: que tal determinar que todas as segundas-feiras deveriam ser ensolaradas? E que você não tem aquela obrigação de ser super produtivo? Apóio totalmente o Garfield, lindo gato gordo, que ficava dormindo o dia todo quando chegava o fatídico dia após o domingo. Domingos em si já são dias deprimentes, nada pior do que aquela musiquinha do Fantástico (e ela fica insconscientemente na mente, mesmo que você não assista Fantástico, a musiquinha se aciona automaticamente) e aquela leseira típica dos domingos, leseira que anuncia que o fim-de-semana acabou, e que no dia seguinte mais uma vez você tem que acordar cedo, e pegar busão, e chegar no trabalho, e recomeçar aquela rotina enfastiante.

Segundas-feiras deveriam ser proibidas. Nesse dia, deveríamos chegar no trabalho às 10 da manhã e sair às 3 da tarde. Não deveria existir aula, somente a obrigação de se recompor do agito (ou não) do fim-de-semana e se preparar para mais uma semana de 4 dias de labuta. Ô diazinho chato, demorado, preguicento... Quero ir pra casa. Hoje não é um dos dias mais produtivos dos meus míseros 24 anos. Acho que a rotina me mata. Não é a segunda-feira o problema: é a rotina. Mas admitir isso é ter que passar a olhar o dia de hoje com um certo ar de afeição. E isso nunca: segundas-feiras são imprestáveis e sempre serão.
 

 
Keanu Reeves e cigano Igor - ou - Masculinidade e Expressividade - Camila gosta muito disso

Ontem fui com minha amiga assistir Matrix Relôudedi. Já falaram muito sobre esse filme, sobre os efeitos, sobre o argumento, e outros que tais. Não quero, portanto, falar sobre o que já foi dito, mesmo porque não sou crítica de cinema, e ainda prefiro o Matrix ao Matrix Reloaded. Mas algo que realmente me chamou a atenção foi Keanu Reeves. Não pela beleza já amplamente discutida e apreciada pelo mulherio, não pela voz (acho a voz dele mui sexy), não pelo charme que eu julgava incontestável; e sim pela inexpressividade. Pelamordedeus, vai ser sem sal assim lá no Mar Morto! Achei ele MUITO insosso. Neo triste, Neo bravo, Neo feliz, Neo pós-broxada, Neo pululando de felicidade ao ver a Trinity: sempre a mesma cara. No máximo uma levantadinha maior de sobrancelha... E me digam: onde está a química entre a Carrie Anne-Moss e o Keanu? Não há química...

Me desculpem as fãs ardorosas do rapaz, ele é de fato bonito, mas não convence. Falta alguma coisa.... Que, ao meu ver, é algo bem simples: masculinidade. Não digo macheza, pois macheza geralmente é associada a atitudes chauvinistas. Mas falta nele aquele toque de homem, que pega a mulher e joga na parede. Porra, eles ficaram um tempão esperando por *aquele* momento, e se limita a dar um agarrãozinho muchibento na Trinity no elevador... Homem tem que ter masculinidade. Pelo menos pra mim, o Keanu não convence por causa disso.

Além da masculinidade, acho que falta nele o que é premissa num ator: expressividade. Eu acho sim que o Keanu Reeves é sem graça, apesar de bonito, é sem sal, basicamente um chá de chuchu sem açúcar. Água de batata lavada. Me lembrou muito, aliás, o saudoso cigano Igor, aquele poço de expressividade que falava sempre com aquela cara de pedra: "eu te amo, Dara". Deixando o filme de lado, pergunto pra mulherada: o cara é bonito, ok, mas vocês também não acham que falta (muita) masculinidade nele? Expressão no olhar? Aliás, ardência no olhar? Não? Fazer o que...

Eu olhava pra ele e imaginava o Hugh Jackman com aquele casaco, saltando pra lá e pra cá e, de quebra, salvando o amor de sua vida. Ficaria bem mais legal. Ok, o personagem não tem que ser agressivo, mas precisava faltar nele esses requisitos básicos de homem com H?
 

06/06/2003
 
Lucky Girl – ou – acho que eu só quis dizer...

Só pra constar: eu tenho um chefe, que além de professor de Língua Portuguesa e de me mandar ciceronear americanos meio tarados around Sâo Paulo (e por vezes around Rio de Janeiro, onde tive a "grata experiência"* de ir à HELP), gosta do que eu escrevo, sabe que tenho um blog ,e, inclusive, acho que o lê às vezes. Poxa, me senti honrada agora, porque ele acabou de dizer que tenho estilo. Yeah baby!

Quando eu estiver próxima a dobrar o cabo da boa esperança e ir fazer companhia a Jesus Cristinho e seus anjinhos de cachos doirados, hei escrever minhas memórias (que virará best-seller, visto que sempre levei essa vida de festas dionisíacas),e lá vou agradecer por ter tido um chefe que não me reprimia. Aplausos para mim, e para meu chefe também. Clap clap clap!

Por outro lado, meu amado padrinho, ao ler o último texto do busão, declarou que “já fui bem melhor, e que esse texto não chega nem aos pés dos outros textos do busão”. Acho que ele até tem razão... Enfim, é a vida, é bonita e é bonita.

*: Aos cariocas que lerem: sim, é aquela Help mesmo, aquela de Copacabana, reduto de moças de boa índole. Os gringos que eu estava acompanhando quiseram ir lá conhecer, e lá foi a aventureira Camila a lhes acompanhar. Estava tudo muito engraçado, até que um tiozinho escroto me abordou. Aí saí de lá rapidinho. UGH!
 

 
A colocação da ferrovia bucal - parte II

É hoje que coloco a parte de cima do meu aparelho ortodôntico. São, portanto, minhas últimas horas com meus dentões sem ferro na frente. Me sinto um cavalo indo colocar arreio. Cavalo não, me sinto um "Meu querido pônei", porque sou pequerrucha. Tirando isso, a parte de baixo do aparelho feriu meu "little beiço", não consigo falar direito, e meu braço está a doer muito. Ou seja, uarahél am I doing here? Alguém aí conhece um massoterapeuta de boa índole, que possa fazer massagens relaxantes sem tirar proveito de meu "apetecível corpinho"? Se conhecer, me avise.

Ps: O que fazer numa sexta-feira logo cedo? Vocês eu não sei o que fazem, mas muitos doutorandos e mestrandos tiraram a manhã para ligar aqui no meu departamento e pedir todas aquelas informações mínimas e detalhadas que eu tenho o maior prazer em passar, afinal, as perguntas são sempre objetivas, diretas, e eles nunca demonstram incompreensão (mentira detected). Uma ligação após a outra, e eu sem conseguir falar direito. Uma maravilha, acontecimento perfeito para meu humor ficar "daqui ó: da ponta da orelha".

último ps: consertei um link que estava errado. O blog da Milena. Se vc tentou algum dia desses e não conseguiu, dessa vez dará certo. Vai lá!
 

04/06/2003
 
Bem, retomando... (para entender esse post, desça mais um pouquinho, desce mais, desce devagarinho... Leia o começo da história do busão e depois suba mais um pouquinho [essa musiquinha da boquinha da garrafa é um primor né?])

Umas três tardes seguidas, naquela apertação busônica toda, um homem parava atrás da mocinha (estou sendo bondosa, ela tava mais pra jamantinha) e se aproveitava do balanço do busão para dar uma “encoxadinha” nela. Ela “gostxava”, porque além de não um tabefe na cara do infeliz, ainda contava no dia seguinte às “caléga” de sala em altos brados que o “gostosão era quente”. Essa ninfomaníaca é a mulher mais sem noção de todos os tempos, acho que estava num clima de “a dama do lotação”, com o adendo que de dama ela não tinha nada. Pra completar, um dia ela foi à aula de mini-saia (um show de horror aquilo, só de lembrar tenho pesadelos), pra provocar o figura do roça-roça com quem, pasmem, ela nunca havia falado. E aí, meus caros, só Deus, ela e o resto dos coitados dos passageiros sabem o que aconteceu. Vocês já podem imaginar... Disse ela que “rolou”, mas eu não imagino como isso seria possível, visto que digamos, errrr... há pessoas em volta, o espaço é diminuto e bem... Há várias razões para eu constatar que ela estava mentindo.

Além das “maria dos motô” e de fantasias realizadas, há o famoso xavequeiro, que senta ao seu lado e puxa aquela conversinha de elevador (tempo, onde estuda, tempo, pra onde vai, tempo...) tão chata que te dá muuuito sono. E o Don Juan depois da pneumonia asiática lá, achando que o papo dele é uma loucura e que é hoje que rola o lesco-lesco. A pobre alma nem percebe quão deplorável o seu papinho e que ele te enche de desejo sim: de sair correndo.

Mas há uma história feliz. Uma linda moça que conheço, ao entrar no busão dela de cada dia e entregar o passe pro cobrador naquele gesto rotineiro, quase caiu pra trás. Aquilo só poderia ser pegadinha do Faustão: o cobrador era lindo. Não só bonito: lindo e sorridente. Ela pegava sempre o mesmo ônibus e ele sempre estava lá. Começaram a conversar e ela descobriu que ele não era apensas lindo e sorridente: era inteligente e gente boa também. Dividida entre o preconceito (pôxa, cobrador é meio que o fim da paçoquinha prensada...) e a suspresa agradável de conhecer aquele macho, ela decidciu continuar os dedinhos de prosa diários. Um belo dia, ele contou que tinha arrumado um estágio na área dele e que ia largar aquela vida. E mais: deu o e-mail dele pra ela e pediu que ela não sumisse. Titubeante, depois de alguns dias ela o escreveu. A última notícia que tive dos dois, foi que eles estavam juntos, felizes e apaixonados, o que confirma que há gente legal em todos os lugares, e que sempre vale a pena arriscar.

Estatisticamente, a chance de algo assim acontecer é de uma em 175.646.535.392. Por isso, cuidado, não vá se empolgar e sair por aí a adentrar em busões à procura de um(a) cobrador(a) ou motorista maravilhoso(a). Pois sempre haverá um xavequeiro tarado, um carinha do roça-roça ou uma “maria dos motô” prestes a lhe dar uma bolsada na cara.
 

 
Antes d'eu ir me deliciar com o bacon frito da feijoada...

Christine, ma chérie e praticamente salvadora, seguirei seu conselho:

Vontade é coisa que dá e passa (control C)
Vontade é coisa que dá e passa (control V)
Vontade é coisa que dá e passa (control V)
Vontade é coisa que dá e passa (control V)
Vontade é coisa que dá e passa (control V)

Acrescento a isso:

Paciência é o primeiro passo para a sapiência (control C)
Paciência é o primeiro passo para a sapiência (control V)
Paciência é o primeiro passo para a sapiência (control V)
Paciência é o primeiro passo para a sapiência (control V)
Paciência é o primeiro passo para a sapiência (control V)

E não queiram interpretar que vontade é essa, porque vocês NUNCA adivinhariam. hiahiahiahiahia (risada maquiavélica)
 

 
Em homenagem à minha super amiga irmã LILLA, que adora essas historetas, e em homenagem ao meu dia de atraso e busão perdido, lanço pra vocês mais um fant´stico, magnífico, inacreditável: FRAGMENTO DO BUSÃO! Clap clap clap, aplausos!

L’amour dans les busóns

OU...

No gingado do busão é que rola o mexe-mexe


Ai ai... O amor, o amor, esse estranho conhecido que chega, nos tira do prumo e nos faz levitar... Como já disse Netinho (Negritude Júnior) com toda a sua sapiência: “te deixa de perna bamba, com vontade de dançar La Bamba, ai minha nossa, assim não há quem possa”. Ah! L’amour... O amor de mãos frias e suadas e de frases muitas vezes desconexas. De coração a palpitar e vontade de gritar por aí o nome do ser amado. Amor que chega sem avisar, e onde menos se espera. Dizem aquelas perspicazes escritoras de livros para solteironas desesp...ops! Livros para o encontro do grande amor, que ele chega nos lugares mais inesperados. Segundo essa teoria, supermercados, padarias, açougues, ou seja, locais “despretenciosos”, são tiro e queda para se conhecer um tipão interessante. Isso me lembra uma amiga louca por livros de auto-ajuda (também conhecidos como “ajude a enriquecer o autor às custas de conselhos idiotas”) que, ao ler isso, passou a se empetecar até para ir ao açougue. O máximo que conseguiu foi uma piadinha infame vinda do açougueiro: “nossa, carnão! Tá boa a maminha hoje, viu freguesa?” Ao olhar para ele assustada, ele deu uma risadinha marota, apontou o dedo pra ela e finalizou brilhantemente: “tô muito aí nessas carne, sua filézuda!” (Jocimar Lindauro, essa foi em sua homenagem!!!)

Porém, nem todas as tentativas de se encontrar um príncipe encantado entre gôndolas de supermercado comprando desinfetante estão fadadas ao fracasso. O mundo é vasto, grande, cheio de possibilidades. Então, por que não procurar o fubá do seu angú no busão – representante máximo de concentração de calor humano? Oras, afinal, entre uma passadinha na catraca aqui e uma bolsada na cara acolá, você pode se ver diante de seu grande amor! U lá lá!

Infelizmente, assim como no mundo exterior, o mundo busônico tem suas laranjas podres. Gentinha, por assim dizer. Como por exemplo, as “maria dos motô”. Essas são mulheres interesseiras, que fazem “de um tudo” pra não pagar passagem. Elas flertam com o motorista só para descer pela frente... Lançam olhares lascivos ao cobrador para ele aceitar o passe vencido... Essas são as “maria dos motô”, numa referência às mundialmente conhecidas maria-gasolinas (notem que “motô” é a abreviação afrancesada de “motorista”).

Você pode reconhecê-las de longe, essas corruptoras de homens honestos. Sempre cheias de sacolas – que fazem questão de acomodar no cantinho do motor. Calça justa pra realçar o popozinho. Cabelos soltos cuidadosamente umedecidos com uma milagrosa mistura de água e Kolene – o creme dos cabelos choupana. Com a umidade dos fios, as costas delas geralmente ficam molhadas. Usam aquele batom “Bôka Lôka” rosa do crepúsculo paixão, e perfuminho da banquinha do Largo 13 de Maio. E claro: elas grudam no alvo e não páram de matraquear. Seja motorista ou cobrador, lá estão elas, a te olhar feio por querer passar. E fical lá, entre trocas de olhares e risinhos furtivos, até a hora de descerem sem pagar. Alguma muitas caras-de-pau, fazem cara de profundamente agradecidas ao motô quando eles falam “imagina, gata, desce pela frente. Aqui você é VIP”. E o mais absurdo: algumas embusteiras já são casadas, ou então são noivas de algum motorista de táxi (que é mais chique).

O busão também pode ser cenário de fantasias sexuais. É meus caros: eu sei de uma história (JURO que é verídica, ela estudava comigo no magistério) que sempre pegava o mesmo busão ao sair do colégio... (aguardem a continuação, pessoas. São cenas muito fortes. Mais tarde eu conto.)
 

 
Deus ajuda a quem cedo madruga

Eu cresci ouvindo essa frase dos meus familiares, principalmente quando comecei a adentrar no mundo baladístico e, nos finais-de-semana chegava às 4 de la matina e acordava depois das onze. Minha família é muito caseira, minha mãe não teve uma vida de sair à noite, e o relógio biológico de todos eles é diurno, matutino e madrugador. Sou a ovelha negra da família, nem tão negra assim, mas sou a única que gosta de acordar mais tarde, que acha que 9 da madrugada de sábado é hora para estar dormindo e que não está disposta a fazer cooper às 6 da manhã (minha mãe faz isso). Meu relógio biológico é vespertino, eu acho. Adoro a tarde, o fim de tarde-comecinho de noite e sempre fui assim. Não adianta querer mudar. Hoje acordei atrasadérrima, porque o soninho das 6 às 7 é o mais gostoso. Perdi a hora, o busão, e pior: meu cérebro ainda não começou a funcionar. Preciso é me formar tradutora logo logo, pra fazer meu horário e não ter mais que ser escrava do despertador e cartão de ponto. Ô vidinha miserávi.
 

03/06/2003
 
HAHAHAHAHAHA
Era só o que me faltava... Se bem que a parte do emprego é mea verdade... Mas suicídio? Imagina!






Como você vai morrer?
Trazido a você por Blog do Idiota



Sabem do pior? Eu tenho uma oral presentation para preparar para amanhã para meu curso de Inglês. Instead of that, me ponho a fazer testes bestas. Outro dia fiz um em que dizia que eu era Camille Claudel. Tudo bem que adoro Rodin, mas ter semelhança com a Camille... Acho que só no nome!
 

 
Like A Prayer

Então, será que ao postar essa música ela desgruda do meu cérebro? Eu adoro a Madonna desses tempos de "Like a Virgin", "Cherish" e "Holiday"... Mas "Like a Prayer" é uma música que adoro muito. E aí um moço me mostrou uma versão mais melancólica de um cantor chamado John Wesley Harding. Tinha até esquecido dessa música, mas forças além da minha vontade me fizeram lembrar dela. E que o John Wesley bla bla fique aí, quietinho.

Like a Prayer
written by Madonna and Patrick Leonard

Life is a mystery, everyone must stand alone
I hear you call my name
And it feels like home

Chorus:

When you call my name it's like a little prayer
I'm down on my knees, I wanna take you there
In the midnight hour I can feel your power
Just like a prayer you know I'll take you there

I hear your voice, it's like an angel sighing
I have no choice, I hear your voice
Feels like flying
I close my eyes, Oh God I think I'm falling
Out of the sky, I close my eyes
Heaven help me

(chorus)

Like a child you whisper softly to me
You're in control just like a child
Now I'm dancing
It's like a dream, no end and no beginning
You're here with me, it's like a dream
Let the choir sing

(chorus)

Just like a prayer, your voice can take me there
Just like a muse to me, you are a mystery
Just like a dream, you are not what you seem
Just like a prayer, no choice your voice can take me there

Just like a prayer, I'll take you there
It's like a dream to me
 

 
Uótis goin ón??

Então, o que está acontecendo com o mundo? É a volta dos que não foram? Conjunção astrológica? Genteeemmm... Acho que amanhã meu amor platônico da 6ª série vai me ligar. Ou então o menininho que era meu namorado do pré-primário...

< interna >Agora, ligação de quem vai se enfastiar de costela de tambaqui nada, né... < / interna >
 

 
Ghostbuster

Tem muita gente que não acredita em intuição, sexto sentido, premonição e eteceteras e tais. Eu acredito, mas não a ponto de me consultar com madame Zobaida ou procurar um daqueles anúncios de poste “joga-se búzios, tarô, trago a pessoa amada em 7 dias”. Acredito na intuição muito mais como uma força interior, um sentido ativado em determinado momento para te mostrar aquilo que seus cinco sentidos não captariam facilmente. Minha intuição é bastante aguçada, mas é claro que não na hora em que eu quero. Tenho sonhos que acontecem, mas não tenho nenhum tipo de controle sobre isso. Dizem que essa coisa de sonho acontecer tem explicação científica, que na verdade não é sonho que acontece, e sim o cérebro que processou o acontecimento muito rápido e dá aquela impressão de déja-vu. Eu ainda sou do tempo de dar ouvidos à intuição e de não buscar explicação científica para cada mínimo acontecimento da vida, porque há coisas que se deve sentir, e não explicar. Então, se você acha intuição coisa do demo, ou coisa de gente esotérica, nem precisa continuar a ler.

Minha intuição deu "mais uma dentro", e, por mais que eu me surpreenda com isso, não deveria. Determinadas coisas só acontecem quando têm que acontecer, por mais que isso seja frase clichê.Ontem me vi tendo uma discussão de relacionamento com alguém que eu não tenho mais um relacionamento. E, por mais que isso seja estranho, me fez muito bem. Eu cacei alguns fantasmas interiores e os exterminei para nunca mais voltarem. Tudo enquanto conversávamos. Era realmente o momento certo desses fantasmas irem embora e da gente finalmente poder conversar sem sofrimento, pelo menos pra mim. E aquela impressão de que de não havia valido e de homem estranho, deu um pouco de espaço para aquela velha impressão de moço de Minas risonho e bom de quando nos conhecemos. Você não é meu Jason, a gente não quer voltar, nós sabemos que passou, mas há carinho. E matar esses fantasmas me fez muito bem.
 

02/06/2003
 
Site de banco preconceituoso

Nunca comentei aqui, mas eu não tenho pai. Ele não me assumiu, não faço idéia de quem seja, e passo muito bem, obrigada. Meu pai é meu padrinho, mas isso não consta no meu registro. Só que aquela droga de site do Bradesco me faz digitar o nome do meu pai para acessar minha conta. Eu não digito nada, e o site rejeita meu acesso. Tento novamente, e meu acesso é bloqueado. Liguei para o FoneFácil, e a atendente "pôde estar verificando" que esse campo foi preenchido, e terei que me recadastrar. Ótimo, foi preenchido! Agora resta saber quem é meu pai. À essa altura do campeonato, só aceito ser filha registrada do Luiz Fernando Veríssimo ou do Abílio Diniz (pai rico, uhu). Fiquem na torcida, é hoje que vou descobrir quem o Bradesco diz que é meu genitor.

UPDATE: descobri que meu pai, segundo o Bradesco, é o xxxxxxxxxxxxx.
 

 
Mais uma de mamãe - ou - Acho que mamãe quer que eu case

Meu irmão, rebelde rapazola de 13 anos, sabe fazer malabares, aquela febre dos meninos de rua de ficar jogando um pau entre outros dois paus (ui). Aqui em São Paulo, perto de casa, há pelo menos uns 3 meninos por farol fazendo essas "performances". Pois outro dia o rebelde sem causa do meu irmão estava num momento desocupado em frente à minha casa, jogando pauzinhos para lá e para cá. Foi quando parou uma Blazer e pediu que ele chamasse minha mãe. Mamãe já saiu com o pau de macarrão na mão, achando que meu irmão tivesse jogado os paus do malabares em algum carro (e chega de escrever "pau"). Qual não foi a surpresa geral da nação ao saber que os caras da Blazer eram da produção do Bruno & Marrone (aqueles que cantam a música do cara que estava na praça) e estavam convidando o brother para se apresentar no show deles, que seria sexta, sábado e domingo. E eles ainda pagariam uma graninha. E lá se foi meu irmão rumo ao estrelato (pfff).

Minha mãe foi convidada a ir assistir o show também. E de grátis! Ela até perguntou se eu queria ir, mas eu preferi ficar em casa fazendo faxina. Bom, ontem mamãe chega feliz da vida, me contando detalhes do show e me solta a primeira bomba: "Camila, tinha um negão bem seu tipo lá da produção, alto, boca grande, charmosão... Aí seu irmão falou pra ele que tinha uma irmã de olhos verdes, e que ainda gostava de negão. E o cara se empolgou pra te conhecer". Eu gargalhei até não poder mais, e falei pra ela mandar um beijo pro bonitão. Claro que perguntei detalhes, perguntei se ele era parecido com um certo black guy que conheço, demos mais risada e só. Only this, juro.

E lá se foi mamãe assistir o show ontem à noite. Quando ela estava na rua, me chama e fala: "Camila, vou mostrar sua foto pra ele". O QUE?????????????? FOTO?????? COMO ASSIM????? Mãe, volta aqui, não me faz pagar mico. Mãe, não paga esse mico, pelamordedeus. MÃÃAAEEEEEEEEEE!

Pensei que poderia ser zoeira dela, então deixei pra lá. Aí hoje ela confirma que mostrou a foto mesmo. E o negão "se empolgou-se". E eu passei mal de rir. Só mesmo minha mãe pra pagar um mico desses e me fazer pagar o mico junto. Acho que ela anda com desejo de ter netinhos com cor de jabuticaba. Só isso explicaria essa insanidade temporária dela. Bom, pelo menos eu ri muito. Se eu vou procurar o cara? Of course que não, me poupem. Depois dessa, acho que vou dar uma de ema e esconder minha cara num buraco no chão. hahahahahahahahahaha
 

 
PELEZINHOOO: FELIZ ANIVERSÁRIO (ATRASADO MESMO)

Você aceita congratulações tardias?! Diz que sim, vai.... :-)
 

01/06/2003
 
Dieta saudável - por Camila - ou - não faça o que eu faço se não quiser se afundar na celulite

Desde quinta-feira tenho me alimentado tão bem quanto um americano gordo. Na quinta-feira jantei um cheese-salada bacon super dooper. Na sexta almocei Mc Donald's e jantei empadinha com coca-cola. Ontem almocei torta Sadia e "jantei" pipoca com manteiga do Cinemark, coca-cola, queijo gorgonzola e Doritos. Hoje resolvi pegar pesado e almocei arroz, frango assado, farofa... Mas, pra compensar, acabei de tomar um mega sundae do Joakins. DILIÇA.

Não sei onde vou parar, mas com certeza a celulite e as minhas espinhinhas estão dando pulinhos saltitantes de alegria.
 

 
Romeu, mon chéri aparecido e sócio no fantástico mundo da graviola:

Ontem, indo para a casa da minha amiga, desci do busão na PAULISTA, andei por ali, parei na LIVRARIA CULTURA (vi o livro do MICHAEL MOORE) e depois comi um bolinho esperto (com MORANGO) no AMOR AOS PEDAÇOS. É sério, eu fiz tudo isso porque normalmente o faria. Mas ontem lembrei de você. Porque alguns lembram de mim ao tomar canja (na cama), e eu lembro de outros ao passear. hehehehe
 

 
Eu sou uma mulher curiosa e ansiosa.

Hum... Isso é pleonasmo, né?!
 

Eu digo
"Respeito muito minhas lágrimas,
mas ainda mais minha risada."

(Vaca Profana - Caetano Veloso)


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Introducao ao Mundo do Busao
Os Discipulos de Morfeu
Macho que eh macho nao senta junto
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Primeira historinha do Boboboy
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